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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Grassas az novas opertnidades


A ministra da educação foi convidada para participar num piquenique em sua honra, oferecido pelos alunos que passaram o 9º ano.

Quando chegou ao local, estranhou ver um monte enorme de sacos cheios de um pó branco. Dirigiu-se ao rapaz que estava a preparar o churrasco e perguntou:

- O que é que está dentro daqueles sacos?

- É cal, senhora ministra.

- Cal? Mas para quê?

- Eu também não percebi, senhora ministra mas as ordens que recebi foi de comprar 102 sacos de cal!

Intrigada, Maria de Lurdes Rodrigues dirigiu-se ao responsável pelo piquenique (um antigo seu aluno que conseguiu evoluir tirando uma especilização no programa das novas oportunidades) e perguntou-lhe o que é que pretendia fazer com tanta cal.

Esse seu antigo aluno, espantadíssimo, comentou que não tinha encomendado cal nenhuma. Foram os dois ter com o rapaz que fizera as compras para esclarecerem o assunto.

- Olha lá, quem é que te mandou comprar estes sacos de cal?

- Foste tu, pá! Agora não te lembras? Ainda tenho aqui o papel que escreveste.

E exibiu a lista enorme de compras que lhe tinha sido dada. O antigo aluno mirou, tornou a mirar e disse:

- Eh pá... mas tu és mesmo burro! Não vês que me esqueci de pôr a cedilha? O que eu queria dizer era Çal! E não era 102 sacos mas sim 1 ô 2 !

quinta-feira, 20 de março de 2008

É uma Escola portuguesa com certeza

Hoje li no site de "O Público" uma notícia que, se por uma lado me deixou estupefacto, por outro em nada me surpreende. Aconteceu na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, e remete para a violência com que uma professora é agredida por parte de uma aluna, que se revolta devido à professora lhe ter tirado o telemóvel (que toda a gente sabe ser um material escolar muito necessário para ser usado em aula?).

A notícia remete para um vídeo que circula no Youtube e reza o seguinte:

«O episódio foi filmado por um dos estudantes presentes na sala, ouvindo-se repetidamente a aluna em causa a gritar para a professora: “Dá-me o telemóvel já”. Durante minutos os alunos nada fazem e limitam-se a assistir à cena em pé. Ouvem-se risos e alguém comenta: “Isto é demais, ouve lá!”. Ao fim de algum tempo, um grupo de alunos tenta separar as duas pessoas envolvidas. Aumenta a confusão e ouve-se um dos alunos a avisar: “Olha que a velha vai cair”, referindo-se à professora.»

Já várias vezes referi em conversas particulares que a grande maioria das pessoas não faz ideia do que é uma Escola em Portugal nos dias que correm. A Ministra da Educação, no Parlamento, escusa-se a responder às questões dos deputados eleitos pelos cidadão, dizendo que responde com obra feita. Será este o resultado da sua obra? É este o objectivo que se pretende para a dita reorganizaçao e qualificação do ensino em Portugal? É isto que vai aumentar a nossa produtividade e competitividade enquanto país?

Responsáveis pela Educação virão provavelmente a público dizer que situações destas são casos pontuais e que não correspondem à maioria das escolas. É certo que ainda não acontece em todas mas, principalmente nos grandes centros urbanos, cenas destas repetem-se quase quotidianamente em muitas das escolas, em que os professores, totalmente desprovidos da sua autoridade por decretos ministeriais, se vêem impossibilitados de reagir, porque desgraçado do professor que se lembrar de, numa situação destas, levantar a mão contra o aluno, pois leva em cima com um processo disciplinar e ainda vai acabar por ter que pedir desculpas públicas ao ofendido (entenda-se, na visão do Ministério, o aluno).

É triste! Profundamente triste! Não só pela reacção da aluna, mas principalmente pela atitude da turma em si. Mas enfim! De acordo com as "doutas" palavras da Senhora Ministra da Educação, os resultados escolares dos alunos são um ponto importante e do qual não abdica na imposta avaliação do desempenho docente. Que avaliação irá ter esta professora (porque imagino que aqueles alunos não sejam grandes génios)?

Mais triste ainda é o papel dos pais, que falham e se desligam completamente da educação dos seus filhos, não lhes transmitindo qualquer valor (mas sobre isso falarei num outro dia). E é esta a geração que um dia nos irá governar! Realmente só vejo uma saída para Portugal: EMIGRAR!

É o país que temos... e que merecemos?!?!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Descubram as diferenças

Comparemos as imagens:



Temos o verde, uma parte mais escura, um toque de castanho...

Consegue notar as diferenças?

Consegue?

Acertou!

É isso mesmo!

A vaquinha tem um ar mais simpático!

(Ah! E não me refiro à ministra!)

A verdadeira "democracia"

Hoje vinha no site do jornal O Público o seguinte: «ME vai ter que pagar substituição de docentes como serviço extraordinário». Este era o título que apelava à leitura da notícia. Dentro podia-se ler o seguinte: «A ministra da Educação disse hoje, em Matosinhos, que "não há providências cautelares que possam interromper o processo de avaliação" dos professores. Maria de Lurdes Rodrigues salientou que o processo de avaliação "está em campo e continua dentro da normalidade"».

O que tem isto de extravagante? Aparentemente é uma notícia como tantas outras. O que considero realmente alarmante são estas palavras ditas pela responsável máxima da educação em Portugal: «"não há providências cautelares que possam interromper o processo de avaliação"».

Considero esta afirmação de uma arrogância extrema. Como pode um membro de um governo vir a público afirmar uma coisa destas? Num país civilizado em que se quer e se acredita na separação de Poderes, é como dizer que o que os Tribunais vierem a decidir não importa pois a decisão já está tomada pelo governo.

Esta afirmação, que cai muito perto da desvalorização e completo desinteresse pelos tribunais, mostra-nos a visão que, aparentemente este governo e, neste caso, a Ministra da Educação têm da Democracia, pois parecem ver os tribunais como uns empecilhos que só servem para lhes complicar a vida e atrapalhar as suas ditas reformas "a bem da educação" e que, garantem, nada têm que ver com questões de ordem económico-financeira.

Antes dizia-se "o juíz decidiu, está decidido". Hoje parece ser mais algo do género "o juíz deciciu, mas acho que decidiu mal, então o que decidiu não tem valor para mim". Ora se um membro do governo pode apresentar uma postura destas ao país, o que impedirá um dia o comum dos cidadão de o fazer também?

O exemplo deve vir de cima, sempre o ouvi dizer e assim o acredito também. Mas e se o exemplo que vem de cima apenas apresenta um descrédito aos valores fundamentais da democracia? Na falta de respeito pelos Tribunais? Pela ordem e pela lei?

Enfim. Não sei responder. Na volta, a verdadeira democracia é assim!