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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Esperança...


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um poema triste em prosa



Várias maneiras há de viver! Um dia nascemos e, nesse dia, choramos pela primeira vez nas nossas vidas. Depois vamos crescendo e aprendendo a viver! Fazemos amigos, que vão e vêm! Então julgamos que vivemos! Fazemos tudo aquilo que esperam de nós, que nos dizem para fazer, e então vivemos...

Chega um dia que conhecemos alguém e, esse alguém, por qualquer motivo, é diferente dos outros e vai entrando na nossa vida, aninhando-se no nosso ser! Então, desabrochando como uma flôr, nascemos de novo e descobrimos o que é viver!

Neste novo viver sentimo-nos leves e, tal como a borboleta, voamos a cada olhar, a cada toque, a cada sorriso, a cada beijo, a cada pedaço do outro que nos faz vibrar! E vivemos... vivemos felizes!

Depois parece-nos díficil acreditar que essa felicidade existe e temos medo do que sentimos crescer em nós, desse gostar do outro, desse vibrar! E temos medo!

E esse medo leva-nos a retrair o sentimento, a olhar a volta à procura de algo, de uma confirmação e, no meio dessa nossa busca, deixamos de reparar no que realmente interessa: que gostamos de alguém! E melhor, que esse alguém gosta de nós! É tão raro, e tão maravilhoso quando assim acontece! É uma jóia a ser estimada!

E o medo volta a ganhar avanço! Quase que num sentimento de auto-punição, por acharmos que não merecemos essa felicidade, esse sentimento, vamos alimentando o medo, que nos faz afastar do essencial e alimenta a dúvida! Continuamos a gostar... e muito... mas temos medo!

E então perdemos tudo e não conseguimos voltar atrás! Choramos juntos, sofremos afastados pela mesma coisa! Ninguém morreu, nada é definitivo, mas falta-nos a coragem para acreditar! E deixamos o medo vencer!

O medo vence e ficamos vazios! Completamente vazios por dentro. O brilho some-se do olhar, o sorriso desaparece dos lábios e fica a dôr, uma dôr imensa, uma dôr intensa, que é custosa de aplacar!

Gosto de ti... e tu gostas de mim... Porquê esquecer o essencial e alimentar a dôr? Esta dôr que ecoa no vazio que ficou em mim e, que por certo, também existe em ti! Por certo haverá algo melhor para preencher este vazio que não leva a nada e é apenas fruto do medo!

Je t'aimais, je t'aime, je t'amerai!

Um beijo grande!

domingo, 24 de maio de 2009

Normalidades


Nos últimos tempos um pensamento tem-se-me aflorado várias vezes na alembradura! O "normal" e a "normalidade". Muitas vezes se diz e ouve dizer que se procura ter apenas uma vida normal, ou um relacionamento normal. Mas afinal de contas o que é isso do normal? Hoje dei-me ao trabalho de pesquisar a definição no dicionário online de Língua Portuguesa da Porto Editora. Eis a definição:

normal

adjectivo uniforme
1. conforme à norma ou regra
2. que serve de modelo; exemplar
3. regular; habitual; ordinário
4. antiquado que prepara ou se destina a preparar professores do ensino primário
5. que não sofre de perturbações a nível físico e/ou psicológico
6. QUÍMICA (solução) que contém um equivalente-grama do soluto por litro de solução
7. GEOMETRIA que é perpendicular, no ponto de tangência, à recta tangente a uma curva, ou ao plano tangente a uma superfície

nome feminino
GEOMETRIA perpendicular, no ponto de tangência, à recta tangente a uma curva, ou ao plano tangente a uma superfície

nome masculino
aquilo que é habitual

(Do lat. normále-, «id.»)

Ora lá está! Uma pessoa procura simplificar a coisa ao ir ver a definição e não é que a própria palavra não se decide sobre o que é! É adjectivo, é nome feminino e é nome masculino (mais valia dizer logo que era hermafrodita). Se a própria palavra não se decide. Como podem as pessoas conseguir alcançar a tão almejada normalidade nas suas vidas?

Ainda fui ver mais definições no dicionário (normalidade, regra, entre outras), mas acabei por não concluir a tarefar, pois uma pessoa acaba por ler o dicionário todo e digamos que é algo que ainda demora o seu tempo, pois é um livro ainda algo para o volumoso e que tem muita palavra (tal como a lista telefónica tem muita personagem e pouca história envolvente).

Afinal fico a pensar como a vaca: como se define normal?

Resposta? Muuuuuu