segunda-feira, 31 de março de 2008

Monstros na snaita... perdão... na sanita!

Numa da minhas navegações por estes oceanos virtuais descobri algo que irá, por certo, animar a casa de qualquer Slut que se preze. Se não animar a casa toda, pelo menos uma parte dela irá com toda a certeza ficar mais animada.

E não se trata só de animação. Tem um carácter muito útil também. Quantas vezes já pensou em expulsar os convivas de uma festa em casa e não sabe ao certo como o fazer? Não se quer ser inconveniente nem parecer mal educado e isso levanta um problema: como mostrar aos outros que já não são bem-vindos ou que já chegou a hora da Cinderela (ou seja, de se pisgarem dali pra fora)?

Ora hoje em dia esse processo está simplificado. Por uns simples $17,89 ($ = dólares), o que dá em números redondos uns 11€, pode-se adquirir um simpático monstro que se cola com ventosas nas paredes interiores da sanita. Assim, quando uma pessoa levanta a tampa recebe a visita deste nosso singelo amigo. Vem em duas cores, verde e vermelho (os adeptos do FCP irão ter que esperar por um monstro azul e branco). E os criadores desta magnífica obra de arte já prometeram que irão produzir, muito em breve, um terceiro monstro que gritará "Dá-me o telemóvel já!".


sexta-feira, 28 de março de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

sábado, 22 de março de 2008

Mudança Pascal


Já dizia Camões que todo o mundo é composto de mudança. É verdade! Os tempos mudam e com eles muda tudo também. Cristianizaram-se festas pagãs ou já existentes noutras religiões por forma a uma maior aceitação de uma religião emergente. Mas isso aconteceu já há muito tempo e não é desse aspecto que aqui venho falar.

Venho falar da Páscoa e de como ela evoluiu ao longo do tempo. Mas não ao longo de um tempo qualquer. Ao longo do meu tempo.

Quando eu era criança a Páscoa funcionava um pouco como uma festa de comunhão entre padrinhos de baptismo e afilhados. Era costume os primeiros oferecerem aos segundos fios ou pulseiras em ouro (ou algo do género).

Depois nascem os dentes. E em vez dos adultos procurarem o melhor para a dentição dos seus infantes, surge no universo da criança duas coisas maravilhosas associadas à Páscoa: as amêndoas (de tipo francês) e os ovos de chocolate.

É nesta altura que o cérebro da criança se baralha todo ao mesmo tempo que a gula se delicia. Ora se o ovo vem da galinha, o que faz a figura de um coelho associado ao ovo? É a tentar responder a esta questão de supra pertinência para a mente infantil que podíamos observar magotes de crianças a analisar (no verdadeiro termo das quatro primeiras letras da palavra) os coelhos.

O tempo passa e a criança cresce. As amêndoas mantêm-se mas, por norma, os ovos desaparecem. No entanto, em compensação, surge o dinheiro. Que é o que as pessoas dão quando não sabem o que hão-de oferecer às outras e não querem ficar mal-vistas. O coelho também desaparece, deixa de ter a sua magia.

O hábito, a tradição e o ímpeto comercial tomam conta da coisa e a Páscoa passa a ser uma oportunidade para se ir passear. Ou para ir visitar parentes ou mesmo simplesmente para se ir para fora de casa porque simplesmente as pessoas não sabem o que hão-de fazer quando têm tempo livre. Então saem. Saem de casa porque todos os outros saem também. Não há dinheiro? Não faz mal. Há créditos de fácil acesso. Mais uma prestação a pagar e depois passa-se o resto do ano a comer azeitonas. Mas ao menos foi-se para fora. Aproveitou-se alguma coisa de útil? Se calhar nem por isso. Mas pode-se depois voltar ao local de trabalho e contar como o fim-de-semana foi passado em filas de trânsito, em locais apinhados de gente (uma canseira), numa correria doida. Mas ao menos foi-se para fora. O que iriam ficar as pessoas a fazer em casa? A aproveitar a companhia umas das outras e a conviverem? Naaaa...

Os tempos mudam...

quinta-feira, 20 de março de 2008

É uma Escola portuguesa com certeza

Hoje li no site de "O Público" uma notícia que, se por uma lado me deixou estupefacto, por outro em nada me surpreende. Aconteceu na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, e remete para a violência com que uma professora é agredida por parte de uma aluna, que se revolta devido à professora lhe ter tirado o telemóvel (que toda a gente sabe ser um material escolar muito necessário para ser usado em aula?).

A notícia remete para um vídeo que circula no Youtube e reza o seguinte:

«O episódio foi filmado por um dos estudantes presentes na sala, ouvindo-se repetidamente a aluna em causa a gritar para a professora: “Dá-me o telemóvel já”. Durante minutos os alunos nada fazem e limitam-se a assistir à cena em pé. Ouvem-se risos e alguém comenta: “Isto é demais, ouve lá!”. Ao fim de algum tempo, um grupo de alunos tenta separar as duas pessoas envolvidas. Aumenta a confusão e ouve-se um dos alunos a avisar: “Olha que a velha vai cair”, referindo-se à professora.»

Já várias vezes referi em conversas particulares que a grande maioria das pessoas não faz ideia do que é uma Escola em Portugal nos dias que correm. A Ministra da Educação, no Parlamento, escusa-se a responder às questões dos deputados eleitos pelos cidadão, dizendo que responde com obra feita. Será este o resultado da sua obra? É este o objectivo que se pretende para a dita reorganizaçao e qualificação do ensino em Portugal? É isto que vai aumentar a nossa produtividade e competitividade enquanto país?

Responsáveis pela Educação virão provavelmente a público dizer que situações destas são casos pontuais e que não correspondem à maioria das escolas. É certo que ainda não acontece em todas mas, principalmente nos grandes centros urbanos, cenas destas repetem-se quase quotidianamente em muitas das escolas, em que os professores, totalmente desprovidos da sua autoridade por decretos ministeriais, se vêem impossibilitados de reagir, porque desgraçado do professor que se lembrar de, numa situação destas, levantar a mão contra o aluno, pois leva em cima com um processo disciplinar e ainda vai acabar por ter que pedir desculpas públicas ao ofendido (entenda-se, na visão do Ministério, o aluno).

É triste! Profundamente triste! Não só pela reacção da aluna, mas principalmente pela atitude da turma em si. Mas enfim! De acordo com as "doutas" palavras da Senhora Ministra da Educação, os resultados escolares dos alunos são um ponto importante e do qual não abdica na imposta avaliação do desempenho docente. Que avaliação irá ter esta professora (porque imagino que aqueles alunos não sejam grandes génios)?

Mais triste ainda é o papel dos pais, que falham e se desligam completamente da educação dos seus filhos, não lhes transmitindo qualquer valor (mas sobre isso falarei num outro dia). E é esta a geração que um dia nos irá governar! Realmente só vejo uma saída para Portugal: EMIGRAR!

É o país que temos... e que merecemos?!?!


Cuidado com os ovos da Páscoa

quinta-feira, 13 de março de 2008