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domingo, 6 de dezembro de 2009

Rejeições


Normalmente rejeita-se aquilo que não se gosta, aquilo que não presta, mas também muitas vezes se rejeita aquilo que não se sabe ou não se consegue apreciar.

Seja qual for o motivo... a rejeição dói sempre!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Guardo algo de ti...


Guardo algo de ti em meus lábios,

Dado ao desgosto, doce, que sorvo em frenesim,

E por muito, toco os lábios, querendo talvez,

Que me seja os dedos húmidos(dado ao pranto)

A causa(sina) para tanto sofrer.


Guardo algo de ti em meu lábios,

Mesmo que para ti, bocas sejam apenas bocas,

Sabendo que não enxergas alma, tão pouco calma,

Naquilo que insistentemente chamas de amor.


Guardo, quem sabe por doce teimosia, inquieta...

Para que saibas que inda que não haja(de ti) amor,

É certo que há um peito, e nele há um sonho,

Mesmo que não saibas: No peito habita um coração.


Ainda assim, guardo algo de ti...insosso

Quer seja nos lábios, quer seja num poema triste.

Pois minha existência é tão finda, não cabe desamor.


Guardo algo de ti, sim! Em minh'alma,

E sem nenhuma métrica o faço,

Talvez por não ser um canto, nem pranto(saiba).

Apenas como um poema para me recordar...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Terá Eckart Tolle razão?

Respondendo a uma pergunta feita num outro blog. Terá Eckhart Tolle razão nas coisas que afirma? Não sei. Dele só li apenas um livro, "O poder do Agora". É um livro interessante, não porque traga algo de muito novo, mas porque consegue condensar em palavras muito do que no fundo passa pelo senso comum duma inteligência emocional maturada.

Em certa medida dá-me vontade de dizer que o nome lhe faz jus. Eckhart Tolle é um Tolo. Mas tolos todos o somos. Por isso, essa não poderá ser a verdadeira resposta sobre se ele terá ou não razão no que afirma.

É certo que o que ele afirma nos faz pensar, o que, aliás, é o objectivo dos seus escritos, no entanto, a meu ver, há uma enorme falha em toda a sua obra. As pessoas não são iguais, não funcionam como meros mecanismos autómatos em que, mexendo aqui e acolá, tudo ficará perfeito.

O ser humano é feito de imperfeições, que existem e sempre existirão. E aí falha, porque não há manuais, não há receitas sagradas para resolver as coisas, nem tudo é tão simples como ele o afirma. Ao dizer "basta fazer" parece quase um psicólogo de terceira numa sessão com alguém depressivo em pleno ataque de pânico!

É certo que o ser o humano tem tendência para complicar o simples, e fá-lo com medo (medo esse que tem origens diversas). É certo também que esses medos nos fazer perder oportunidades que por vezes são únicas e que só nos apercebemos disso quando já as deixámos passar.

Dará mesmo para separar o corpo da mente? A mente do corpo? Quem controla quem se ambos estão interligados e um não funciona sobre o outro. Não sei... é como disse, não há receitas mágicas!

Insónia II


domingo, 13 de setembro de 2009

Breathe

And then it comes a time when you just need to let go and breathe...

sábado, 29 de agosto de 2009

O império do medo II

Meio ano passou desde que postei alguns pensamentos sobre o medo. Ultimamente dou por mim a debruçar o meu pensamento sobre o tema. É incrível como somos tolhidos pelos nossos receios no nosso dia-a-dia.

Todos temos e carregamos os nossos fantasmas, fruto de todo um historial por que teremos passado. Tenho pensado mais nisso ao ler um livro que me foi oferecido aquando do meu aniversário. "O poder do agora", por Eckhart Tolle.

É um livro que pretende ser um guia para o crescimento espiritual. Penso que seja um livro que acaba por resumir tudo aquilo que pensamos algures na nossa vida e que nunca nos demos ao trabalho de condensar por escrito.

Neste contexto da forma como o medo, ou os diferentes medos, nos controla a vida, li uma passagem que me fez pensar (e com a qual concordo e sempre o defendi) e que aqui reescrevo:

«Neste sentido o medo não está relacionado com qualquer perigo imediato, concreto e real. Reveste-se de muitas formas: mal-estar, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, terror, fobia, etc. Esta espécie de medo psicológico é sempre medo de alguma coisa que poderá vir a acontecer, não de qualquer coisa que esteja a acontecer agora. Você está no aqui e agora, enquanto que a sua mente está no futuro.»

Este tipo de medo faz-nos deixar de viver, de aproveitar o "aqui e agora", aquilo que realmente interessa, aquilo que realmente é importante, provocando um sofrimento desnecessário com base numa imagem mental hipotética que o nosso medo projecta sobre o que poderá ou não ser o futuro.

Vale a pena pensar nisto!