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domingo, 3 de janeiro de 2010

So true...

A imagem já é antiga, mas vale sempre a pena publicá-la!


domingo, 6 de setembro de 2009

O império do medo III

É um livro que me tem feito pensar bastante. Não porque seja um romance de uma intemporalidade profunda, mas apenas porque coloca por palavras muitos tópicos sobre os quais eu há muito já pensava e com os quais, de uma forma geral, concordo bastante.

O medo controla-nos na vida. um medo que tem várias origens e que se manifesta em diferentes alturas da nossa vida, com maior ou menor força. Não sei ao certo quando surge esse medo na nossa existência. Talvez surja quando, pela primeira vez, nos comparamos com o outro e, por qualquer motivo nos sentimos diminuídos.

Diz-nos Eckhart Tolle que «o medo manifesta-se na forma de um inquietante e constante sentimento de não ser digno ou suficiente bom». E isto é bem verdade! Conhecemos alguém por quem nos começamos a interessar e, de repente, temos medo daquilo que nós próprio sentimos, não só porque sentimos que nos escapa um pouco ao controlo, mas também (e talvez essencialmente por isso) por não nos sentirmos dignos ou suficientemente merecedores das atenções que sobre nós recaem.

Estes receios levam-nos a fazer tremendos disparates. Numa primeira reacção instintiva, quase animal, perante o receio que pressentimos face ao que começamos a sentir, temos tendência a nos afastar. Esse afastamento, por muito subtil que seja, é percepcionado pelo outro o que, por sua vez, o leva também a retrair-se um pouco.

Então entra-se um pouco numa fase despesista, em que, seja de que maneira for, se procura apagar o medo de perdermos e/ou não sabermos lidar com o que sentimos numa tentativa de se compensar o vazio que se sente por dentro, fruto do medo e alimentado por ele. E então começamos-nos a sentir inseguros.

Esta insegurança vai transfigurar-se em diferentes perspectivas. Vamos começar a duvidar de nós e do que sentimos e não só isso, mas começamos a duvidar mesmo da força daquilo que sentimos. Logo de seguida ficamos com medo do futuro, de não termos certezas quanto ao futuro e, por norma, o ser humano gosta de ter as suas certezas. Só que acabamos por nos esquecer de algo bastante importante, tão absortos estamos nos nossos receios e projecções futuras. O tempo não passa de uma ilusão, por isso devemos-nos centrar naquilo que realmente é o importante, o Aqui e o Agora.

Eckhart Tolle dá uma resposta ao porquê da importância do agora. Diz-nos ele «porque é que ele é a coisa mais preciosa? Em primeiro lugar, porque é a única coisa. É tudo o que existe» (...) «o espaço dentro do qual toda a sua vida se processa» (...) «a Vida é agora». Por isso enquanto estamos a projectar os nossos receios num futuro incerto e inexistente, estamos a perder a nossa oportunidade de viver o agora, de sermos felizes agora, que afinal é o tudo que temos mesmo.

sábado, 29 de agosto de 2009

O império do medo II

Meio ano passou desde que postei alguns pensamentos sobre o medo. Ultimamente dou por mim a debruçar o meu pensamento sobre o tema. É incrível como somos tolhidos pelos nossos receios no nosso dia-a-dia.

Todos temos e carregamos os nossos fantasmas, fruto de todo um historial por que teremos passado. Tenho pensado mais nisso ao ler um livro que me foi oferecido aquando do meu aniversário. "O poder do agora", por Eckhart Tolle.

É um livro que pretende ser um guia para o crescimento espiritual. Penso que seja um livro que acaba por resumir tudo aquilo que pensamos algures na nossa vida e que nunca nos demos ao trabalho de condensar por escrito.

Neste contexto da forma como o medo, ou os diferentes medos, nos controla a vida, li uma passagem que me fez pensar (e com a qual concordo e sempre o defendi) e que aqui reescrevo:

«Neste sentido o medo não está relacionado com qualquer perigo imediato, concreto e real. Reveste-se de muitas formas: mal-estar, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, terror, fobia, etc. Esta espécie de medo psicológico é sempre medo de alguma coisa que poderá vir a acontecer, não de qualquer coisa que esteja a acontecer agora. Você está no aqui e agora, enquanto que a sua mente está no futuro.»

Este tipo de medo faz-nos deixar de viver, de aproveitar o "aqui e agora", aquilo que realmente interessa, aquilo que realmente é importante, provocando um sofrimento desnecessário com base numa imagem mental hipotética que o nosso medo projecta sobre o que poderá ou não ser o futuro.

Vale a pena pensar nisto!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pensamento de Verão

As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os 5 passos

Agora com o Verão vem o sol e o calor. Vem a praia e os corpos despem-se! Vêm os amores de Verão que trazem amor a toda a gente e que duram... o que tiverem que durar!

Numa época destas, em que se pode dizer que está aberta a caça "ao ganso", há que afinar as técnicas e, uma das mais antigas, é a técnica dos 5 passos. Como funciona? É simples!

Quando estiver a andar na rua e deparar com um daqueles espécimes que o fazem ficar a babar e esquecer-se em que planeta está, caminhe olhando-o bem nos olhos, fixando-lhe o olhar, mesmo que ele desvie o olhar mantenha o seu. É sempre um bom meio de saber se o interesse despertado é recíproco.

Quando se estiverem prestes a cruzar, há que olhar de novo. Olhos nos olhos! É sempre bom reforçar a ideia, não vá ele não ter percebido da primeira vez (e tamém se não percebeu só significa que é meio para o lerdo, o que leva a questionar se vale a pena o resto... se bem que... aquele corpo... ai ai).

Depois de passar por essa estátua de deus grego feito carne há que se lembrar de respirar e, então, conte 5 passos e olhe para trás. Por norma é o tempo suficiente para despertar o interesse e observar os "atributos" da divindade. Se ele também tiver virado a cabeça para olhar para nós, então é porque o interesse é mútuo e aí há que ganhar coragem e iniciar contacto, afinal o que nos separa do outro são uns simples 5 passos (que em passo de corrida serão apenas 2 para podermos então tropeçar e ter uma desculpa para cair nos braços do outro)!

É simples... ponhas em prática esta técnica e depois contem-me os resultados para... hã... hmmm... err... um estudo académico-científico que ando a fazer! (sim... é isso mesmo) ;-)

domingo, 18 de janeiro de 2009

O império do medo


Ouvimos constantemente que a idade e a experiência nos trazem sabedoria. Dizem-nos que as coisas pelas quais passamos servem para nos tornar mais fortes. Que o nosso passado nos estruturou e fortificou e, no entanto, vivemos com medo, completamente dominados pelos nossos receios. Isto é algo que me parece um contracenso.

Mas é algo que acontece frequentemente. E contra mim aqui falo também. O nosso passado, que nos devia fortalecer, também traz consigo os nossos fantasmas e, esses, enfraquecem-nos. Passamos a ter medo, um receio incontornável do que pode acontecer. O futuro passa a assustar-nos por causa do que nos aconteceu no passado e, no meio disso tudo, acabamos por desperdiçar o presente e, possivelmente, hipotecar o futuro.

Porque se deixa de arriscar? Porque algures no passado arriscámos e a coisa não deu certo? Passa a ser mais confortável fugir, mantendo viva a incerteza do que poderia ter sido, do que tentar? Porquê? É algo que não percebo.

No fim acabamos apenas por nos sermos nós próprios os causadores das nossas mágoas. Criámos um monstro (o medo) e estamos constantemente a alimentá-lo. Duvidamos das nossas capacidades. Duvidamos dos outros. Será que no futuro, quando olharmos para trás, vamos pensar que valeu a pena? Ou vamos estar tão cegos e controlados pelos nossos receios que já nem iremos conseguir descortinar que apenas nos limitámos a deixar de viver as experiências que nos estavam a ser proporcionadas.

Li isto algures:

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

E é bem verdade. Quando nos deixamos controlar pelo medo ficamos paralizados, deixamos de viver. Existimos, mas não vivemos. Depois podemos tentar ignorar as coisas, fingir que nunca lá estiveram, mas algures no nosso íntimo ficará sempre a semente do "e se". E se eu tivesse... mas normalmente nessa altura já é tarde demais. Ou não? Não sei responder a isto. Por ser mais cómodo arranjamos desculpas do tipo "o que tiver que acontecer acontecerá" ou "se não aconteceu é porque não tinha que acontecer". Isto tudo para tentarmos tirar de nós um aguilhão de culpa pela nossa fraqueza que nos prende nas entranhas. Como se nada fosse culpa nossa e todos fossemos apenas uns meros peões num jogo maior. Mas temos uma vontade própria, uma vontade só nossa. E na luta entre a nossa vontade e o nosso medo, muitas vezes vence o medo.

Não é o dinheiro que controla o mundo. Nem o sexo. É o medo! Este medo de arriscar é a maior desumanidade de todos nós. É ele que nos faz deixar de viver e de saborear os momentos e as experiências que vamos tendo, ou que deixamos de ter por causa dele! Não gosto do medo, mas todos vivemos com medo!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Monalisa smile

Nem sempre estamos bem! Isso é um facto que toda a gente sabe! Todos temos os nossos períodos azuis e rosa (picassiando um pouco os termos), mas nem toda a gente se apercebe deles. Porquê? Porque acontece esta desatenção dos outros face aos nossos estados de espírito? Resposta simples, digna de um sonoro "duh"! Porque as pessoas não estão para aí viradas, andam entretidas com os seus próprios estados de espírito para se preocuparem com os dos outros, simplesmente não querem saber. Todos o fazemos assim em certa medida!

Mas porque tendemos a esconder o nosso estado de espírito? Para esta questão existem diferentes possibilidades de resposta. Por um lado porque não queremos parecer fracos aos outros e, quando estamos mais vulneráveis/tristes, tendemos a esconder isso, porque é algo que parece que não é socialmente bem aceite nos tempos que correm! Quase como se houvesse uma norma que corta o direito a alguém de estar triste e de o afirmar! Não tem nada de mal! Está-se triste. E depois? Que mal tem? Tal como a alegria é efémera, também a tristeza passa. E há depois o jogo das antíteses: para haver alegria tem sempre que haver algures uma tristeza, uma não existe sem a outra, pois só conhecendo ambas desenvolvemos a capacidade de as identificar.

E então sorrimos! Sorrimos não com um sorriso triste, nem com um sorriso alegre. Simplesmente ginasticamos os lábios, esticando-os numa posição que se assemelha a um sorriso. Os olhos brilham de dor, mas a nossa expressão facial é serena e acompanhada por um sorriso renascentista, impávido e sereno, como se estivéssemos à espera que nos tirassem o retrato. A diferença é que, desta vez, não estamos com o nosso fato domingueiro!

E assim passam a maior parte das pessoas na maior parte dos dias! Se nos sentarmos num banco numa rua e observarmos quem passa, vamos constatar isso! As pessoas passeiam-se pelas ruas envergando o seu sorriso de Monalisa! E isso é triste! É socialmente triste! Antropologicamente triste! Porque as pessoas até se podem rir, mas as pessoas riem-se quando alguém lhes conta algo engraçado, é algo passageiro! No entanto, as pessoas sorriem, com um sorriso aberto e sincero, quando verdadeiramente estão felizes!

Mas não se pode falar disto! Não se pode estar triste! É um pecado social! Por isso vamos todos continuar com o nosso sorriso davinciano!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Méri Crisstmass


Ai uish iu a méri crisstmass,

ai uish iu a méri crisstmass,

ai uish iu a méri crisstmass...

end a épi niu iar!

domingo, 30 de novembro de 2008

As aparências iludem

Todos nós sabemos que as aparências iludem, no entanto, todos nós julgamos sempre "o livro pela capa". Não gostamos que o façam connosco, mas é algo que nos está no sangue fazer aos outros.

Não conseguimos (ou não queremos, ainda não me decidi sobre este ponto) ultrapassar esta questão de fazer o raio-x a alguém baseado apenas e só numa primeira impressão, na qual, muitas das vezes, carregamos o outro com todos os nossos preconceitos e frustrações.

De uma forma geral considero que, hoje em dia, toda a gente vive um pouco à defesa, procurando proteger-se de tudo e de todos, acabando dessa forma por se isolar, mesmo quando se está no meio de amigos. Gostamos de complicar as coisas. Crescemos e ganhamos pudores em nos mostrarmos aos outros como realmente somos, nas nossas fragilidades (se calhar também porque temos receio de olhar para dentro de nós e não gostarmos do que observamos). Muitas vezes estes comportamentos geram situações de conflito que podiam muito bem ser evitadas, porque em muitas delas a génese está numa qualquer falha (ou falta) na comunicação.

Porque o fazemos? Basicamente porque vivemos num universo onde a imagem impera. Dá-se mais importância ao embrulho do que ao conteúdo. E fazemos isso em todas as esferas da nossa existência (em maior ou menor grau, mas fazemos).

E além de tudo, ainda temos uma mente porca... ;-)