sábado, 28 de março de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Deram-lhe do seu próprio remédio

Finalmente apanharam-no!

Deram-lhe do seu próprio remédio! Depois de andar para aí a encher as lojas de irritantes peluches e corações vermelhos a dizerem "ai love iu" e essas mariquices todas, deixaram-no todo espetado! É assim mesmo! E nem foi preciso um mata-moscas gigante! Nada como uma boa pontaria!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Papa incógnito no Douro

Pouca gente saberá que o Papa tem uma casa de campo no Douro e se veste de D. Maria para se disfarçar e passar uns tempos incógnito. Mas o segredo foi revelado!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A nova agenda social

Os tempos mudam e com eles mudam também os comportamentos e as formas de convivência entre as pessoas. Recordo-me, por exemplo, quando eu era mais pequeno chegava-se ao fim-de-semana e as pessoas iam passear e/ou, se o tempo o permitisse, fazer uns pique-niques (para não usar o inglês pic-nic). Durante a semana brincava-se na rua sem medo de assaltos, raptos pedófilos ou atropelos por um autocarro. Andava-se de bicicleta, faziam-se carrinhos de rolamentos, tocava-se à campaínha e fugia-se! Era uma existência vivida fora de quatro paredes, na rua, em contacto com os amigos e convivendo ao ar livre. A televisão também só começava mais tarde e iniciava sempre com a tele-escola (que era uma estupada que ninguém aguentava).

Hoje em dia tudo mudou! A juventude tem uma vida social muito mais activa!

A juventude passa a maior parte do seu tempo na Escola (os mais adultos nas universidades e os mais adultos ainda nos seus locais de trabalho) onde se convive com amigos e colegas! Depois, quando este período do dia termina começa a verdadeira animação e o verdadeiro convívio entre os jovens. Nos portões da escola, entre um e outro palavrão corriqueiro com que hoje em dia a juventude nos presenteia, (em que um "caralho" "foda-se" significa um "estás bem gajo?") eles despedem-se com um até já!

Porquê até já? Porque eles vão a casa mudar de roupa e depois irem brincar ou conviver juntos? Não! Porque assim que chegarem a casa, vão vegetar frente a um computador para continuarem a conversar, mas através do msn! Ou então vão ver os "aifaives" uns dos outros, pra verem se alguma coisa foi acrescentada desde a última vez em que os tinham visto (provavelmente uns vinte minutos antes).

Hoje o convívio e o conhecimento das pessoas faz-se através dos computadores. Parece que de um momento para o outro toda a gente deixou de ser capaz de falar uns com os outros sem ter uma máquina pelo meio! A sociedade comtemporânea vive uma doença relacional! Com os computadores as pessoas sentem-se protegidas e têm permissão para criar mundos e universos alternativos, onde possam viver, esquecendo-se das tristezas da sua vida e tentando eliminar recalcamentos ao pensarem que são o que sabem não ser! Depois quando passam a um contacto presencial frustram-se, pois perderam essa capacidade de se darem a conhecer e de aceitarem o outro como é. E então desvaloriza-se a pessoa e valoriza-se a máquina, algo quase como se "eu só existo enquanto tenho um computador para poder falar", sem ele não se existe! E depois ainda se estranha que se viva hoje em dia uma profunda crise de valores! Enfim...

O que fazer perante uma situação como esta? Não sei... Eu cá vou às compras!

domingo, 18 de janeiro de 2009

O império do medo


Ouvimos constantemente que a idade e a experiência nos trazem sabedoria. Dizem-nos que as coisas pelas quais passamos servem para nos tornar mais fortes. Que o nosso passado nos estruturou e fortificou e, no entanto, vivemos com medo, completamente dominados pelos nossos receios. Isto é algo que me parece um contracenso.

Mas é algo que acontece frequentemente. E contra mim aqui falo também. O nosso passado, que nos devia fortalecer, também traz consigo os nossos fantasmas e, esses, enfraquecem-nos. Passamos a ter medo, um receio incontornável do que pode acontecer. O futuro passa a assustar-nos por causa do que nos aconteceu no passado e, no meio disso tudo, acabamos por desperdiçar o presente e, possivelmente, hipotecar o futuro.

Porque se deixa de arriscar? Porque algures no passado arriscámos e a coisa não deu certo? Passa a ser mais confortável fugir, mantendo viva a incerteza do que poderia ter sido, do que tentar? Porquê? É algo que não percebo.

No fim acabamos apenas por nos sermos nós próprios os causadores das nossas mágoas. Criámos um monstro (o medo) e estamos constantemente a alimentá-lo. Duvidamos das nossas capacidades. Duvidamos dos outros. Será que no futuro, quando olharmos para trás, vamos pensar que valeu a pena? Ou vamos estar tão cegos e controlados pelos nossos receios que já nem iremos conseguir descortinar que apenas nos limitámos a deixar de viver as experiências que nos estavam a ser proporcionadas.

Li isto algures:

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

E é bem verdade. Quando nos deixamos controlar pelo medo ficamos paralizados, deixamos de viver. Existimos, mas não vivemos. Depois podemos tentar ignorar as coisas, fingir que nunca lá estiveram, mas algures no nosso íntimo ficará sempre a semente do "e se". E se eu tivesse... mas normalmente nessa altura já é tarde demais. Ou não? Não sei responder a isto. Por ser mais cómodo arranjamos desculpas do tipo "o que tiver que acontecer acontecerá" ou "se não aconteceu é porque não tinha que acontecer". Isto tudo para tentarmos tirar de nós um aguilhão de culpa pela nossa fraqueza que nos prende nas entranhas. Como se nada fosse culpa nossa e todos fossemos apenas uns meros peões num jogo maior. Mas temos uma vontade própria, uma vontade só nossa. E na luta entre a nossa vontade e o nosso medo, muitas vezes vence o medo.

Não é o dinheiro que controla o mundo. Nem o sexo. É o medo! Este medo de arriscar é a maior desumanidade de todos nós. É ele que nos faz deixar de viver e de saborear os momentos e as experiências que vamos tendo, ou que deixamos de ter por causa dele! Não gosto do medo, mas todos vivemos com medo!