
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Pensamento do dia

domingo, 20 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
As senhas e o SNS

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Vacinação

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Terá Eckart Tolle razão?

domingo, 13 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Figura de urso

Há muito tempo já que não tinha ninguém e, out of the blue, me apareceste tu! Ainda me recordo do que senti quando te vi ao vivo pela primeira vez. Era de noite, estavas a sair do carro e olhaste para mim, e eu senti toda uma corrente de energia a percorrer-me o corpo, algo que me fez sentir vivo, vibrante, como há muito não sentia (e não, não era o telemóvel no bolso a vibrar).
Assustava-me o tu gostares de mim e, por várias vezes, me disseste que não acreditava em ti quando mo dizias. Em parte era verdade, fruto de inseguranças minhas, como mais tarde te confessei. Também a ti te assustava o eu dizer que gostava de ti e, embora possa parecer estranho, era algo que nos unia.
Vivias uma situação muito particular, para a qual procurei sempre ter em consideração e, mesmo quando tomavas atitudes que me magoavam profundamente, eu procurava compreender, não só porque gostava de ti, mas porque sabia a pressão que caía sobre ti! E tu gostavas de mim e, num dia específico, enviaste várias sms a dizer "por favor espera, não te vás embora", quando tinha bastado a primeira para me fazer ficar a tua espera.
Por vezes ficava zangado, magoado, fulo da vida, mas com uma piada tua ou um olhar teu eu sorria e dizia também uma piada e tudo ficava bem.
Depois mudaste de casa e eu achei que isso seria uma libertação para ti, um grito de liberdade face a certas coisas que te prendiam e, no meio da tua dúvida e receio, eu apoiei-te, porque vi que seria bom para ti e, porque não dizê-lo, bom para nós.
Gostavas de mim! Um dia, num sussurro disseste que me amavas. E novamente o repetiste porque eu não tinha ouvido bem. E tudo foi maravilhoso. No dia a seguir esqueceste-te de mim e, pior que tudo, que tinhas dito que me amavas. Não sei se não te lembras mesmo ou se o peso da palavra te assustou (que eu cobardemente só lhe correspondi mais tarde por sms).
Se num momento tudo parecia correr bem, no outro tudo começou a desabar. Quase como se eu já não fizesse parte da tua vida, como se fosse algo secundário. No meio do aperto pedes-me um espaço, mas ao mesmo tempo pedes para eu não me afastar.
Durante esse espaço ages como se eu não existisse e eu fico numa plena agonia. Sem saber como agir, sem saber o que dizer, com medo de te desagradar, com medo de te perder.
Mas o certo é que te perdi! Dizes que gostas de mim, mas que não estás pronto para uma relação. Apesar das várias propostas e modelos que te fiz, de coração na mão, a tremer por dentro, tu só me repetias "agora não". Justificas esse agora, mas eu penso que lá no fundo tens medo! Medo do futuro, medo do que possas sentir e então preferes um corte já, agarrado a uma justificação racional.
Ao mesmo tempo dizes que não me queres perder, que continuas a gostar de mim mas que me queres ter como amigo. Não sei como o consegues fazer, como falas como se nada fosse, como se nada tivesse acontecido enquanto eu estou ali, a teu lado, completamente desfeito. Eu não consigo ser assim, como se houvesse um interruptor que se aperta e ora se passa a ser amigo, ora não.
Sinto que fiz figura de urso! No meio disto tudo fiz figura de urso! Lutei por algo, lutei por ti, tentei não te desagradar (mesmo não tendo sido perfeito) para não te perder e, no entanto, perdi-te. Aliás, já estavas perdido à priori e eu, feito estúpido, deixei-me acreditar que haveria esperança para um recomeço.
Estou muito magoado com tudo e sabes disso. Sabes como me sinto e o sinto por ti! Não quero ser injusto contigo. Eu não me portei bem no global porque exigi e pressionei demais. Tu também não foste verdadeiramente sincero. Como tu próprio dizes foste egoísta durante um tempo!
Em escritos teus te queixavas de as pessoas não se entregarem. De complicarem as coisas. De complicarem o simples. Parece-me que o teu medo do que possa ser (ou da tua força ou do que queres) também te está a fazer complicar e esquecer o simples.
O certo é isto: eu gosto de ti! Tu dizes gostar de mim! Mas não me queres... "agora não"!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
O império do medo III

Então entra-se um pouco numa fase despesista, em que, seja de que maneira for, se procura apagar o medo de perdermos e/ou não sabermos lidar com o que sentimos numa tentativa de se compensar o vazio que se sente por dentro, fruto do medo e alimentado por ele. E então começamos-nos a sentir inseguros.
Esta insegurança vai transfigurar-se em diferentes perspectivas. Vamos começar a duvidar de nós e do que sentimos e não só isso, mas começamos a duvidar mesmo da força daquilo que sentimos. Logo de seguida ficamos com medo do futuro, de não termos certezas quanto ao futuro e, por norma, o ser humano gosta de ter as suas certezas. Só que acabamos por nos esquecer de algo bastante importante, tão absortos estamos nos nossos receios e projecções futuras. O tempo não passa de uma ilusão, por isso devemos-nos centrar naquilo que realmente é o importante, o Aqui e o Agora.
Eckhart Tolle dá uma resposta ao porquê da importância do agora. Diz-nos ele «porque é que ele é a coisa mais preciosa? Em primeiro lugar, porque é a única coisa. É tudo o que existe» (...) «o espaço dentro do qual toda a sua vida se processa» (...) «a Vida é agora». Por isso enquanto estamos a projectar os nossos receios num futuro incerto e inexistente, estamos a perder a nossa oportunidade de viver o agora, de sermos felizes agora, que afinal é o tudo que temos mesmo.