quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

I lost a friend...

Cantava uma vez Sérgio Godinho, com um brilhozinho nos olhos, que havia feito um amigo e que coisa mais bonita no mundo não havia. E é verdade! Aquele calor que sentimos quando fazemos uma nova amizade é algo inegualável!

Pior que perder um amor é perder um amigo! Eu neste ano perdi os dois! Perder um amigo é como perder uma parte de nós, como se algo nos fosse arrancado, fazendo-nos verter lágrimas de sangue, tamanha é a mágoa que se sente pela perda. É demasiado doloroso para tentar verbalizar, de forma correcta, aquilo que se sente quando se perde um amigo.

Afinal o que é um amigo?

Um amigo é um irmão; é a nossa bengala quando estamos coxos; é um ombro onde podemos chorar; é aquele abraço forte que nos recarrega as energias; é aquele que se senta ao nosso lado sem dizer palavra, apenas para não nos sentirmos sós; é aquele que nos aceita como somos; que gosta de nós por sermos como somos; é aquele que não tem medo de nos dizer "gosto de ti" ou "fazes-me falta"; é aquele que nos faz sentir uma pessoa melhor; é aquele que é atencioso connosco; é aquele que nos ajuda apenas e só porque quer o nosso bem; é aquele que procura a nossa companhia, porque ela o faz sentir bem; é aquele que se preocupa connosco, que nos "carrega" no pensamento. Um amigo é tudo isto e muito mais...

Perder um amigo é perder uma parte de nós! E nós ficamos impotentes enquanto uma força maior nos decepa um membro, ao mesmo tempo que tudo tentamos fazer para o evitar! É ter o brilho nos olhos, não provocado pela alegria de viver, mas pelo desenho de uma lágrima. Perder um amigo é ficarmos mais pobres!

Como diria Florbela, "Sinto hoje a alma cheia de tristeza!" e acrescenta mais no final:

«Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!
Gritem ao mundo inteiro esta amargura,
Digam isto que sinto que eu não posso!!...»

domingo, 27 de dezembro de 2009

Do livro de mágoas...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Have yourself....

Um cover fantástico de uma canção lindíssima!

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

I dreamed a dream

E o sonho tornou-se realidade! O sonho da menina Susan concretizou-se! Celebrizada pelo programa televisivo "Britains got talent", Susan Boyle espantou os mais cépticos que se deixaram levar apenas pela sua aparência e imagem. Mas ela guardava dentro de si algo muito mais superior, uma humildade e, acima de tudo, uma voz!

É essa voz que podemos escutar no cd que foi agora editado. Intitulado "I dreamed a dream", o cd apresenta um conjunto de doze covers cantados por Susan Boyle e, considero que está muito bom. A selecção das músicas foi bem feita. Ela continua com uma boa voz e adequada às canções com que nos presenteia neste CD. Vale a pena ouvir. É propício à época que se aproxima! Gostei!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Rejeições


Normalmente rejeita-se aquilo que não se gosta, aquilo que não presta, mas também muitas vezes se rejeita aquilo que não se sabe ou não se consegue apreciar.

Seja qual for o motivo... a rejeição dói sempre!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Onde nos leva o coração?


"Vai aonde te leva o coração".

É um livro assaz irritante! De um feminismo extremo que chega a ser revoltante! No entanto, apresenta alguns pedaços que vale a pena. Encontrei estes excertos que relatam bem o que se aproveita do livro:

"...não somos seres suspensos em bolas de sabão, que vagueiam felizes pelos ares; nas nossas vidas há um antes e um depois, e esse antes e esse depois são uma ratoeira para os nossos destinos, pousam-se sobre nós como uma rede se pousa sobre a presa.(...)

O destino possui todo o poder e o esforço da vontade não passa de um pretexto.(...)

...quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direcção diferente; dali partia um atalho, de acolá um carreiro cheio de ervas que se perdia nos bosques. Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente.(...)

E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar."

"...a principal qualidade do amor é a força..."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

How to heal a broken heart?



Hoje sinto-me desfeito! Emocionalmente desfeito! Sinto-me perdido, sem saber ao certo para que lado me virar! Estou numa daquelas fazes da vida em que nada corre bem! Em que tudo parece se conjugar para pôr à prova as nossas forças.

Uma história que podia ser simples, do tipo: boy meets boy and they fall in love, complica-se tal como sempre se complica tudo aquilo que envolve sentimentos. Em parte a culpa é minha por alimentar esperanças! Em parte a culpa é do outro alguém que também alimentou esperanças (não sei se por não saber o que quer, se de forma involuntária).

É triste gostar de alguém que não nos quer! É uma das piores dores que se sente, que nos atinge bem dentro da alma, dentro da essência do que somos! É sempre mau lidar com a rejeição, especialmente quando ela surge de forma estranha, envolta em mensagens e atitudes dúbias, quase como se "brincassem" com os nossos sentimentos.

Digo isto porque por vezes é o que parece. Dizemos uma coisa e explicamos o que isso significa para nós! Do outro lado dizem-nos que compreendem mas, passado um tempo, voltam a usar os termos que pedimos para não usarem e que o outro sabe o que representa para nós! Falo aqui no plural porque creio não ser o único a passar por este tipo de sentimentos.

Não quero pensar mal de alguém de quem gosto profundamente! Não quero ser injusto! Tento compreender as coisas! Mas no fundo tudo se resume à famosa frase do "he's just not that into you"! E isso dói! É uma dor que corrói, que nos aperta e nos revira a alma!

Tentamos não fazer a coisa errada para não estragar sabe lá Deus o quê! Depois descobrimos toques de insensibilidade e de como o outro apenas está virado para o seu umbigo, embora se mostre com um discurso de "evolução". Sabendo o que sentimos, mesmo assim, de uma forma insensível, quase desumana, quase sem compaixão, nos diz "um dia que conhecer alguém que sinta que é algo sério digo-te e até to apresento"! E eu lá quero conhecer aquele que tem/representa aquilo que eu não tive ou não representei para o outro? Quem é que consegue tão rapidamente "seguir em frente"? Só mesmo quem não gostou! E isso é o que depois nos entristece mais e em que colocamos em causa tudo o que nos foi dito no passado, tudo o que aconteceu: foi verdade mesmo? Foi sentido? Ou não passou tudo de uma ilusão que construímos e o outro alimentou!

Sinto-me mal! Sinto-me triste! Sinto-me arrasado por dentro! Estou carente! Preciso de um abraço! De um abraço forte! De um abraço sentido! E não tenho quem mo dê! E choro! Choro e volto a chorar! Choro por mim, choro por ele, choro por nós ou pela promessa do que podíamos ser ou ter sido! Chega a um ponto em que apenas choro!

E mesmo assim continuo a gostar! Continuo a sentir-me ligado a ele, como da primeira vez! E é coisa rara em mim isso! E volta novamente a mágoa! Desta vez pelo outro não ser capaz de ver o quão especial sou! O quão bom poderia ser para ele! Mas acabou...

Como se cura um coração partido? Dizem-nos que com o tempo, que o tempo tudo cura! E é verdade! O tempo cura, mas o tempo também desgasta! O tempo também nos faz deixar de acreditar, faz-nos ir perdendo a fé! Mas é verdade que é esse o esquema: um dia chora-se, no dia a seguir chora-se um pouco menos, no outro ainda um pouco menos, até que se deixa de chorar!

Algures na net li isto:

«Com o tempo, percebes que para ser feliz com uma outra pessoa, precisas em primeiro lugar, de não precisar dela. Percebes também que aquele que amas (ou que achas que amas) e que não quer nada contigo, não é definitivamente o "alguém" da tua vida. Aprendes a gostar de ti, a cuidar-te e principalmente, a gostar de quem também gosta de ti. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até ele. Assim, no final das contas, vais achar não quem estavas à procura, mas quem estava a procurar por ti!»

Com o tempo também se aprende a duvidar...

domingo, 22 de novembro de 2009

Deixem-se maravilhar por esta genialidade… com música…

Para quem não conhecia ou não sabia a explicação, aí vai:

Kseniya Simonova é uma rapariga ucraniana, que acaba de ganhar o concurso Talentos da Ucrânia. Utiliza uma grande caixa iluminada, música dramática, a imaginação e a sua habilidade de 'pintar' com areia para interpretar a invasão e ocupação do seu país de 1941-1945. Ela conta uma história completa apenas movimentando a areia na mesa,usando somente suas mãos para criar estas imagens...

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sábado, 21 de novembro de 2009

Lágrima

Lá fora chove copiosamente e cá dentro... bem... cá dentro...

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A single man

Baseado num livro de Christopher Isherwood, "A single man", conta a história dum professor de inglês que tenta refazer a sua vida em Los Angeles, após a morte do seu parceiro. Só estreia a 18 de Fevereiro, mas vale a pena ir ver (e já agora ler o livro também)!

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Uma história de ternura...

ESPERO QUE TOQUE OS VOSSOS CORAÇÕES, TANTO COMO TOCOU O MEU!

Esta é uma história verdadeiramente tocante...

Estava às compras no Continente, quando uma velhinha me seguia pelos corredores, sempre com um sorriso na cara. Eu parava para ver um produto, ela parava e sorria: um mimo a velhinha!

Já na fila da caixa, ela estava à minha frente com seu carrinho cheio e sorria:

- Espero não tê-lo incomodado; mas você parece-se muito com meu falecido filho.....

- Com um nó na garganta, respondi que não havia problema, estava tudo bem..

- Posso pedir-lhe algo incomum ? disse-me a senhora idosa.

- Sim. Se eu puder ajudar....

- Posso pedir que se despeça de mim dizendo 'Adeus,mãe, vemo-nos logo? Era como dizia o meu querido filho... ficaria tão feliz!

- Claro senhora, não há problema, disse eu para alegria da velhinha. A velhinha passou as compras na caixa registradora, virou-se sorrindo e, agitando sua mão, disse:

- ADEUS, filho.....

Cheio de amor e ternura, respondi-lhe efusivamente:

- ADEUS mãe, vemo-nos logo?

- Sim... querido.

Contente e satisfeito com o pouco de alegria que dei à velhinha, passei as minhas compras.

- 250€ diz a rapariga da caixa.

- Está louca? Meia dúzia de compras ?

- Mais as compras da sua mãe..... ela disse que você pagava!!!!!



PUTA DA VELHA!!!!!!!



P.S.- Não... esta história não aconteceu comigo!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As dores de amor...


Li este texto algures pela net e gostei tanto que resolvi partilhá-lo aqui!

«Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.

A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender.

Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.

Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita.

É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente... E só então a gente poderá amar, de novo.»

Dá que pensar...

domingo, 8 de novembro de 2009

Curso rápido de inglês

O Brasil já se prepara para receber a edição dos Jogos Olímpicos em 2016, dando cursos rápidos de inglês aos habitantes da cidade do Rio de Janeiro! Eis a prova!


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Notre Dame de Paris

Uma das canções mais intensas de todo o musical. Tanto a versão original cantada pela Hélène Ségara, como a cantada pela Nöa, são fantásticas. A Céline Dion depois cantou-a em inglês, mas não é a mesma coisa. Esta toca a alma (ou então sou eu que ando mesmo numa variante muito romântica, se bem que este musical já tem uns bons anitos e sempre amei esta musica.

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La nuit est si belle
Et je suis si seule
Je n'ai pas envie de mourir
Je veux encore chanter
Danser et rire
Je ne veux pas mourir
Mourir
Avent d'avoir aimé
Vivre
Pour celui qu'on aime
Aimer
Plus que l'amour même
Donner
Sans rien attendre en retour
Libre
De choisir sa vie
Sans un anathème
Sans un interdit
Libre
Sans dieu ni patrie
Avec pour seul baptême
Celui de l'eau de pluie
Vivre
Pour celui qu'on aime
Aimer
Plus que l'amour même
Donner
Sans rien attendre en retour
Ces deux mondes qui nous sépare
Un jour seront-ils réunis
Oh ! je voudrais tellement y croire
Même s'il me faut donner ma vie
Donner ma vie pour changer l'histoire
Vivre
Pour celui qu'on aime
Aimer
Plus que l'amour même
Donner
Sans rien attendre en retour
Aimer
Comme la nuit aime le jour
Aimer
Jusqu'à en mourir d'amour
Jusqu'à en mourir d'amour

sábado, 31 de outubro de 2009

A verdade é finalmente revelada

Afinal o livro do Génesis está errado! Finalmente se descobriu o porquê da expulsão de Adão e Eva do paraíso. A porem as culpas na pobre da serpente e na maçã.... tanta gente enganada ao longo de séculos... tsc tsc... e não se esqueçam que, de acordo com a Bíblia, Deus fez o homem à sua imagem e semelhança! ;-)

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dá gosto ser português

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Guardo algo de ti...


Guardo algo de ti em meus lábios,

Dado ao desgosto, doce, que sorvo em frenesim,

E por muito, toco os lábios, querendo talvez,

Que me seja os dedos húmidos(dado ao pranto)

A causa(sina) para tanto sofrer.


Guardo algo de ti em meu lábios,

Mesmo que para ti, bocas sejam apenas bocas,

Sabendo que não enxergas alma, tão pouco calma,

Naquilo que insistentemente chamas de amor.


Guardo, quem sabe por doce teimosia, inquieta...

Para que saibas que inda que não haja(de ti) amor,

É certo que há um peito, e nele há um sonho,

Mesmo que não saibas: No peito habita um coração.


Ainda assim, guardo algo de ti...insosso

Quer seja nos lábios, quer seja num poema triste.

Pois minha existência é tão finda, não cabe desamor.


Guardo algo de ti, sim! Em minh'alma,

E sem nenhuma métrica o faço,

Talvez por não ser um canto, nem pranto(saiba).

Apenas como um poema para me recordar...

Why do all good things come to an end

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Why do they?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dança masculina

Para aqueles que não sabem o Tango nasceu nos fins do século XIX, em Buenos Aires. Em público, dançavam homens com homens pois naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados.

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domingo, 18 de outubro de 2009

A sad sad song

Esta é para mim uma das músicas mais tristes que conheço. Embora muita gente não se aperceba disso, mas se atentarmos bem na letra... é de partir o coração e fala do que muitas vezes acontece no final de uma relação, mas em que, apesar desse final, uma das partes ainda continua a amar a outra!

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sábado, 17 de outubro de 2009

Um filme a não perder

Vi esta apresentação no iutubi e achei que valia a pena partilhar. Honestamente (e aqui assumo a minha falha), não sei se o filme já estreou ou se sequer vai estrear em Portugal, visto não me parecer um filme tipo "mainstream", mas é também para isso que serve a internet, não é mesmo? ;-)

Lets look at a traila! :-)

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Publicidade preservativa

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pergunta e resposta

Li uma vez o seguinte no perfil de um bloguista:

"I just wanted the whole world to be happy... Why is it so hard?"

Eu responderia com outra questão:

- Porque domina o egoísmo e as pessoas não sabem ser sinceras?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Diálogo a dois (via sms)

Eu - Tens razão. Acho que não te consigo ver só como amigo. :-(

Ele- Não digas disparates. Dá tempo ao tempo. Por favor. Beijos.

Eu- Não te consigo imaginar com alguém ao lado e sentir-me feliz por ti.

Ele- Não te preocupes com o que ainda não aconteceu. Até lá, ambos trabalhamos o que me parece ser bom manter. A Amizade. Beijos

Eu- Mas eu quero-te como mais do que amigo :-(
Eu- Tou fodido (desculpa a expressão)

Ele- Tenta relaxar.

Eu- Tu não me estás a querer ouvir :-(

Ele- Porquê?

Eu- O que te disse eu? O que me respondeste tu?

Ele- Eu sei que me queres mais do que como amigo! Mas eu não posso mudar isso... Tens que ser tu! Eu só posso ajudar. E estou a tentar.

Eu- Eu disse-te que não vou conseguir mudar isso

Ele- Se não consegues mudar é porque não tens força suficiente. Se a minha ajuda também não é suficiente, não sei que mais fazer ou dizer. Apenas que EU quero tentar.

Eu- Não percebes ou não estás a querer entender. Mesmo que não o diga sabes que gosto de ti. Adeus.

sábado, 10 de outubro de 2009

A Barraca Abana

Ontem toda a gente ficou surpreendida ao ouvir o nome de Barack Obama como vencedor do prestigiado prémio Nobel da Paz. E se formos a pensar bem, o que fez ele para merecer o prémio, além de ser o presidente mais bronzeado dos EUA?

Se navegarmos um pouco pelos vários jornais descobrimos, de acordo com o jornal i, que desde a tomada de posse de Barack Obama na presidência até à entrega das candidaturas dos nomeados, passaram apenas 12 dias. Leram bem: 12 dias! Ora o que fez este homem em 12 dias para ser merecedor de um prémio que distingue quem, ao longo de 12 meses, mais contribuiu para a paz mundial ou até local? Pus-me a pensar nisso e penso que descobri a solução. A questão está no número. Para Oslo o que interessa é o 12, não faz diferença se são dias ou meses, desde que o 12 lá esteja, está tudo bem.

Mas pronto. Vamos lá ser simpáticos. Está bem que em 12 dias ele não teve grandes hipóteses para acabar com a fome e a guerra no mundo (tal como a miss universo diria ser o seu maior desejo, quando na prática ela queria era ter muito dinheiro e passar o dia a ser impalada por um negão com uma jeba duns 32 cm), mas vamos então ver o que fez ele desde que está na presidência em prol da paz:

- Prometeu retirar os soldados americanos do Iraque e cumpriu a sua promessa. Mas ficou o Iraque pacificado? Penso que a retirada se deveu mais à quantidade de baixas que andavam a sofrer e a pressão que isso causava na opinião pública americana... mas que sei eu?

- Prometeu acabar com a prisão ilegal de Guantanamo. Aqui deparou-se com uma série de problemas internos e, então, para resolver a situação teve uma ideia brilhante, "convidou" alguns dos países amigos dos EUA a receberem esses os prisioneiros detidos em Guantanamo. É o chamado distribuir o mal pelas aldeias. Distribui-se uns quantos prisioneiros por uns quantos países e a questão fica resolvida e não se fala mais nisso, o certo é que a grande maioria continua detida ilegalmente sem julgamento há anos.

- Temos também o Afeganistão. E aqui está um belo exemplo de como não se aprende com a História. A URSS, que era a super potência que era, com todo o seu poderio militar, invadiu o Afeganistão e esteve em guerra lá durante 11 anos, vendo-se forçada a retirar, não só porque a política no palco mundial se alterou, mas também porque estava a ser derrotada. A guerra do Afeganistão é muitas vezes apelidada do Vietname soviético. Os EUA já estão há alguns anitos no território e além de sofrerem baixas e matarem uns quantos civis e bombardearem montanhas, ainda não fizeram nada... perdão... fizeram eleger um governo fantoche. Mas Barack Obama já havia prometido o envio de mais tropas para o território e, curiosamente, como recebeu um prémio em prol da paz, essa medida tão pomposamente anunciada foi agora adiada, se não mesmo eliminada.

- Barack Obama fez os EUA iniciarem conversações, com um espírito mais aberto, com o Irão e com a Coreia do Norte, o certo é que essas conversações não deram em nada e a questão nuclear continua por resolver.

- Valerá a pena falar no Médio Oriente e no conflito entre Israel e a Palestina? Hmmmm... penso que não, pois nesse campo também não houve avanços... a não ser a construção, por Israel, de mais uns quantos colunatos.

Barack Obama tem carisma e isso é indesmentível. Tem um bronze que muitos invejam. Mas isso basta para o considerar merecedor, a par de todas as personalidades mundiais, como o que mais fez pela paz nos últimos 12 meses? Perdão... 12 dias? Aiiiiii.... já estou baralhado!

É claro que esta foi uma atribuição política, quase como que um prémio de esperança no que esta administração americana pode vir a fazer. O "El Mundo" chama-lhe um erro colossal. Os próprios jornais americanos consideram ser um embaraço para os EUA, pois agora todas as acções de Obama enquanto presidente dos EUA vão estar sobre um escrutínio mais apertado.

Depois há uma coisa que não percebi. Barack Obama diz ter recebido o prémio com humildade. É mentira. Eu bem vi. Ele recebeu-o com as mãos! Se calhar ele queria dizer com humidade, porque tinha acabado de pôr creme hidratante e aquilo ainda não tinha sido absorvido pela pele.

Mas quem eu acho que realmente merecia o prémio Nobel da Paz eram os professores portugueses. Esses sim trabalharam muito pela PAZ. Conseguiram aguentar uma ministra hitleriana sem a esquartejar! E que eu saiba, mandar uns quantos ovos não é propriamente o mesmo que mandar mísseis e matar inocentes e depois chamar-lhe incidente. E os portugueses sofrem muito mais. Imaginem que agora a Milú, no próximo verão, decide fazer nudismo? O terror, o pânico! Os professores portugueses mereciam pelo menos 10 mil prémios Nobel da Paz! Tenho dito.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pensamento do dia


As amizades são como barcos a remos, só navegam em frente quando são os dois a remar, quando é só um a remar anda-se à volta e não se sai do mesmo local!

domingo, 20 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

As senhas e o SNS

O Serviço Nacional de Saúde está a ficar com uma máquina bem oleada, perdão, bem senhada! Isto agora é senhas pra tudo, quase que chega ao ponto de uma pessoa ter que pedir senha para tirar senha.

Que isto aconteça em centros de saúde em localidades perdidas no meio da serra provinciana é mau, mas ainda vai que lá vai, agora acontecer no centro de saúde da maior freguesia do país... é de loucos.

Uma pessoa madruga para chegar e ter a esperança de tirar senha, depois disso ficam-se horas e horas a espera para quê? Para ser vacinado ou para pedir um atestado... haja Deus.

Não tarda muito voltamos às senhas de racionamento como nos antigos países de Leste.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vacinação


Amanhã lá vou acordar cedo, para tirar a senha para levar a pica... ai Deus... agora tira-se senha para tudo... o bom é que acabo por ter que faltar ao trabalho! LOL

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Terá Eckart Tolle razão?

Respondendo a uma pergunta feita num outro blog. Terá Eckhart Tolle razão nas coisas que afirma? Não sei. Dele só li apenas um livro, "O poder do Agora". É um livro interessante, não porque traga algo de muito novo, mas porque consegue condensar em palavras muito do que no fundo passa pelo senso comum duma inteligência emocional maturada.

Em certa medida dá-me vontade de dizer que o nome lhe faz jus. Eckhart Tolle é um Tolo. Mas tolos todos o somos. Por isso, essa não poderá ser a verdadeira resposta sobre se ele terá ou não razão no que afirma.

É certo que o que ele afirma nos faz pensar, o que, aliás, é o objectivo dos seus escritos, no entanto, a meu ver, há uma enorme falha em toda a sua obra. As pessoas não são iguais, não funcionam como meros mecanismos autómatos em que, mexendo aqui e acolá, tudo ficará perfeito.

O ser humano é feito de imperfeições, que existem e sempre existirão. E aí falha, porque não há manuais, não há receitas sagradas para resolver as coisas, nem tudo é tão simples como ele o afirma. Ao dizer "basta fazer" parece quase um psicólogo de terceira numa sessão com alguém depressivo em pleno ataque de pânico!

É certo que o ser o humano tem tendência para complicar o simples, e fá-lo com medo (medo esse que tem origens diversas). É certo também que esses medos nos fazer perder oportunidades que por vezes são únicas e que só nos apercebemos disso quando já as deixámos passar.

Dará mesmo para separar o corpo da mente? A mente do corpo? Quem controla quem se ambos estão interligados e um não funciona sobre o outro. Não sei... é como disse, não há receitas mágicas!

Insónia II


domingo, 13 de setembro de 2009

Breathe

And then it comes a time when you just need to let go and breathe...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Figura de urso

Há uma canção que conta "shame on you if you fool me once, shame on me if you fool me twice"! Não é bem o caso aqui, mas na prática pode aplicar-se quase na perfeição. O "you" não é o mesmo, mas o certo é que a minha ingenuidade, o meu acreditar, me levou a ser "fooled twice"!

Há muito tempo já que não tinha ninguém e, out of the blue, me apareceste tu! Ainda me recordo do que senti quando te vi ao vivo pela primeira vez. Era de noite, estavas a sair do carro e olhaste para mim, e eu senti toda uma corrente de energia a percorrer-me o corpo, algo que me fez sentir vivo, vibrante, como há muito não sentia (e não, não era o telemóvel no bolso a vibrar).

Foi estranho aquele primeiro encontro. Convidei-te para um chá, mas afinal não eras grande apreciador de chá. Falámos por um longo período (como era habitual em nós), sentados no sofá, eu controlando-me para não sentir o sabor do teu beijo.

No dia seguinte ambos tínhamos vontade de nos voltar a ver. De voltarmos a estar juntos. Ambos com vergonha de dar o primeiro passo a convidar o outro. Disseste-me que tinhas uma proposta inviável e sugeriste-me um solitário e patético passeio a pé por onde vivo. Então eu sugiro um novo encontro! Queria era estar contigo de novo! E tu aceitaste!

Acabámos por ir ao cinema e depois voltámos para tua casa. Onde mais uma vez ficámos até às tantas à conversa mas, desta vez, com uma grande diferença, ficámos deitados no sofá, abraçados um ao outro, a sentir e a apreciar aquele momento único. A custo nos separámos e combinámos novo encontro para Sábado, o que te leva a enviar-me uma sms com os dizeres "Como se costuma dizer: Nunca mais é Sábado". E eu sorrio com estas mensagens. Fazes-me bem, fazes-me sentir leve.

O tempo foi passando, com alguns ajustes de parte a parte, como é natural em duas pessoas que se gostam e que se estão a conhecer melhor! Fiz coisas que te desagradaram, tomaste atitudes que me desiludiram. Mas tudo isso faz parte natural de um processo de crescimento e maturação daquilo que se pode chamar "relação", porque nos mantivemos juntos, porque sabíamos (embora por vezes duvidássemos e até nos custasse a acreditar nisso) que gostávamos um do outro.

Assustava-te o eu não dizer nada, o não perguntar nada e agir como se a tua situação não me preocupasse ou afectasse. Mas sempre te disse que era a minha maneira de respeitar o teu tempo. Falarias quando sentisses que deverias falar, tal como eu te contaria partes minhas quando achasse que o momento era o oportuno.

Assustava-me o tu gostares de mim e, por várias vezes, me disseste que não acreditava em ti quando mo dizias. Em parte era verdade, fruto de inseguranças minhas, como mais tarde te confessei. Também a ti te assustava o eu dizer que gostava de ti e, embora possa parecer estranho, era algo que nos unia.

Vivias uma situação muito particular, para a qual procurei sempre ter em consideração e, mesmo quando tomavas atitudes que me magoavam profundamente, eu procurava compreender, não só porque gostava de ti, mas porque sabia a pressão que caía sobre ti! E tu gostavas de mim e, num dia específico, enviaste várias sms a dizer "por favor espera, não te vás embora", quando tinha bastado a primeira para me fazer ficar a tua espera.

Por vezes ficava zangado, magoado, fulo da vida, mas com uma piada tua ou um olhar teu eu sorria e dizia também uma piada e tudo ficava bem.

Depois mudaste de casa e eu achei que isso seria uma libertação para ti, um grito de liberdade face a certas coisas que te prendiam e, no meio da tua dúvida e receio, eu apoiei-te, porque vi que seria bom para ti e, porque não dizê-lo, bom para nós.

Gostavas de mim! Um dia, num sussurro disseste que me amavas. E novamente o repetiste porque eu não tinha ouvido bem. E tudo foi maravilhoso. No dia a seguir esqueceste-te de mim e, pior que tudo, que tinhas dito que me amavas. Não sei se não te lembras mesmo ou se o peso da palavra te assustou (que eu cobardemente só lhe correspondi mais tarde por sms).

Se num momento tudo parecia correr bem, no outro tudo começou a desabar. Quase como se eu já não fizesse parte da tua vida, como se fosse algo secundário. No meio do aperto pedes-me um espaço, mas ao mesmo tempo pedes para eu não me afastar.

Durante esse espaço ages como se eu não existisse e eu fico numa plena agonia. Sem saber como agir, sem saber o que dizer, com medo de te desagradar, com medo de te perder.

Mas o certo é que te perdi! Dizes que gostas de mim, mas que não estás pronto para uma relação. Apesar das várias propostas e modelos que te fiz, de coração na mão, a tremer por dentro, tu só me repetias "agora não". Justificas esse agora, mas eu penso que lá no fundo tens medo! Medo do futuro, medo do que possas sentir e então preferes um corte já, agarrado a uma justificação racional.

Ao mesmo tempo dizes que não me queres perder, que continuas a gostar de mim mas que me queres ter como amigo. Não sei como o consegues fazer, como falas como se nada fosse, como se nada tivesse acontecido enquanto eu estou ali, a teu lado, completamente desfeito. Eu não consigo ser assim, como se houvesse um interruptor que se aperta e ora se passa a ser amigo, ora não.

Sinto que fiz figura de urso! No meio disto tudo fiz figura de urso! Lutei por algo, lutei por ti, tentei não te desagradar (mesmo não tendo sido perfeito) para não te perder e, no entanto, perdi-te. Aliás, já estavas perdido à priori e eu, feito estúpido, deixei-me acreditar que haveria esperança para um recomeço.

Estou muito magoado com tudo e sabes disso. Sabes como me sinto e o sinto por ti! Não quero ser injusto contigo. Eu não me portei bem no global porque exigi e pressionei demais. Tu também não foste verdadeiramente sincero. Como tu próprio dizes foste egoísta durante um tempo!

Em escritos teus te queixavas de as pessoas não se entregarem. De complicarem as coisas. De complicarem o simples. Parece-me que o teu medo do que possa ser (ou da tua força ou do que queres) também te está a fazer complicar e esquecer o simples.

O certo é isto: eu gosto de ti! Tu dizes gostar de mim! Mas não me queres... "agora não"!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Insónia

Só vejo o tempo a passar...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

O império do medo III

É um livro que me tem feito pensar bastante. Não porque seja um romance de uma intemporalidade profunda, mas apenas porque coloca por palavras muitos tópicos sobre os quais eu há muito já pensava e com os quais, de uma forma geral, concordo bastante.

O medo controla-nos na vida. um medo que tem várias origens e que se manifesta em diferentes alturas da nossa vida, com maior ou menor força. Não sei ao certo quando surge esse medo na nossa existência. Talvez surja quando, pela primeira vez, nos comparamos com o outro e, por qualquer motivo nos sentimos diminuídos.

Diz-nos Eckhart Tolle que «o medo manifesta-se na forma de um inquietante e constante sentimento de não ser digno ou suficiente bom». E isto é bem verdade! Conhecemos alguém por quem nos começamos a interessar e, de repente, temos medo daquilo que nós próprio sentimos, não só porque sentimos que nos escapa um pouco ao controlo, mas também (e talvez essencialmente por isso) por não nos sentirmos dignos ou suficientemente merecedores das atenções que sobre nós recaem.

Estes receios levam-nos a fazer tremendos disparates. Numa primeira reacção instintiva, quase animal, perante o receio que pressentimos face ao que começamos a sentir, temos tendência a nos afastar. Esse afastamento, por muito subtil que seja, é percepcionado pelo outro o que, por sua vez, o leva também a retrair-se um pouco.

Então entra-se um pouco numa fase despesista, em que, seja de que maneira for, se procura apagar o medo de perdermos e/ou não sabermos lidar com o que sentimos numa tentativa de se compensar o vazio que se sente por dentro, fruto do medo e alimentado por ele. E então começamos-nos a sentir inseguros.

Esta insegurança vai transfigurar-se em diferentes perspectivas. Vamos começar a duvidar de nós e do que sentimos e não só isso, mas começamos a duvidar mesmo da força daquilo que sentimos. Logo de seguida ficamos com medo do futuro, de não termos certezas quanto ao futuro e, por norma, o ser humano gosta de ter as suas certezas. Só que acabamos por nos esquecer de algo bastante importante, tão absortos estamos nos nossos receios e projecções futuras. O tempo não passa de uma ilusão, por isso devemos-nos centrar naquilo que realmente é o importante, o Aqui e o Agora.

Eckhart Tolle dá uma resposta ao porquê da importância do agora. Diz-nos ele «porque é que ele é a coisa mais preciosa? Em primeiro lugar, porque é a única coisa. É tudo o que existe» (...) «o espaço dentro do qual toda a sua vida se processa» (...) «a Vida é agora». Por isso enquanto estamos a projectar os nossos receios num futuro incerto e inexistente, estamos a perder a nossa oportunidade de viver o agora, de sermos felizes agora, que afinal é o tudo que temos mesmo.

sábado, 29 de agosto de 2009

O império do medo II

Meio ano passou desde que postei alguns pensamentos sobre o medo. Ultimamente dou por mim a debruçar o meu pensamento sobre o tema. É incrível como somos tolhidos pelos nossos receios no nosso dia-a-dia.

Todos temos e carregamos os nossos fantasmas, fruto de todo um historial por que teremos passado. Tenho pensado mais nisso ao ler um livro que me foi oferecido aquando do meu aniversário. "O poder do agora", por Eckhart Tolle.

É um livro que pretende ser um guia para o crescimento espiritual. Penso que seja um livro que acaba por resumir tudo aquilo que pensamos algures na nossa vida e que nunca nos demos ao trabalho de condensar por escrito.

Neste contexto da forma como o medo, ou os diferentes medos, nos controla a vida, li uma passagem que me fez pensar (e com a qual concordo e sempre o defendi) e que aqui reescrevo:

«Neste sentido o medo não está relacionado com qualquer perigo imediato, concreto e real. Reveste-se de muitas formas: mal-estar, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, terror, fobia, etc. Esta espécie de medo psicológico é sempre medo de alguma coisa que poderá vir a acontecer, não de qualquer coisa que esteja a acontecer agora. Você está no aqui e agora, enquanto que a sua mente está no futuro.»

Este tipo de medo faz-nos deixar de viver, de aproveitar o "aqui e agora", aquilo que realmente interessa, aquilo que realmente é importante, provocando um sofrimento desnecessário com base numa imagem mental hipotética que o nosso medo projecta sobre o que poderá ou não ser o futuro.

Vale a pena pensar nisto!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um poema triste em prosa



Várias maneiras há de viver! Um dia nascemos e, nesse dia, choramos pela primeira vez nas nossas vidas. Depois vamos crescendo e aprendendo a viver! Fazemos amigos, que vão e vêm! Então julgamos que vivemos! Fazemos tudo aquilo que esperam de nós, que nos dizem para fazer, e então vivemos...

Chega um dia que conhecemos alguém e, esse alguém, por qualquer motivo, é diferente dos outros e vai entrando na nossa vida, aninhando-se no nosso ser! Então, desabrochando como uma flôr, nascemos de novo e descobrimos o que é viver!

Neste novo viver sentimo-nos leves e, tal como a borboleta, voamos a cada olhar, a cada toque, a cada sorriso, a cada beijo, a cada pedaço do outro que nos faz vibrar! E vivemos... vivemos felizes!

Depois parece-nos díficil acreditar que essa felicidade existe e temos medo do que sentimos crescer em nós, desse gostar do outro, desse vibrar! E temos medo!

E esse medo leva-nos a retrair o sentimento, a olhar a volta à procura de algo, de uma confirmação e, no meio dessa nossa busca, deixamos de reparar no que realmente interessa: que gostamos de alguém! E melhor, que esse alguém gosta de nós! É tão raro, e tão maravilhoso quando assim acontece! É uma jóia a ser estimada!

E o medo volta a ganhar avanço! Quase que num sentimento de auto-punição, por acharmos que não merecemos essa felicidade, esse sentimento, vamos alimentando o medo, que nos faz afastar do essencial e alimenta a dúvida! Continuamos a gostar... e muito... mas temos medo!

E então perdemos tudo e não conseguimos voltar atrás! Choramos juntos, sofremos afastados pela mesma coisa! Ninguém morreu, nada é definitivo, mas falta-nos a coragem para acreditar! E deixamos o medo vencer!

O medo vence e ficamos vazios! Completamente vazios por dentro. O brilho some-se do olhar, o sorriso desaparece dos lábios e fica a dôr, uma dôr imensa, uma dôr intensa, que é custosa de aplacar!

Gosto de ti... e tu gostas de mim... Porquê esquecer o essencial e alimentar a dôr? Esta dôr que ecoa no vazio que ficou em mim e, que por certo, também existe em ti! Por certo haverá algo melhor para preencher este vazio que não leva a nada e é apenas fruto do medo!

Je t'aimais, je t'aime, je t'amerai!

Um beijo grande!

domingo, 23 de agosto de 2009

Fantasmas no Vaticano

Hoje andava eu a navegar pela net à procura de uma imagem para ilustrat um novo post, quando me deparei com esta sobre alegados fantasmas no Vaticano.


Portanto alguém que foi passear até ao Vaticano alegadamente fotografou fantasmas. Ora toda a gente sabe que, por definição, um fantasma é apenas espírito, como tal, está excluído de matéria, não dando por isso para ser captado em fotografia.

É claro que é natural encontrar figuras de branco dentro da Basílica de S. Pedro no Vaticano. Chamam-se estátuas. Esculturas, melhor dizendo. Algumas das melhores algumas vez encomendadas ao longo da História. Não mete grande medo.

Se porventura essas figuras brancas se mexerem, então lógicamente não são esculturas, mas também não é razão para grandes alarmismos. Se virem uma figura de branco a movimentar-se pelo Vaticano... hellooo, é o Papa!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Grassas az novas opertnidades


A ministra da educação foi convidada para participar num piquenique em sua honra, oferecido pelos alunos que passaram o 9º ano.

Quando chegou ao local, estranhou ver um monte enorme de sacos cheios de um pó branco. Dirigiu-se ao rapaz que estava a preparar o churrasco e perguntou:

- O que é que está dentro daqueles sacos?

- É cal, senhora ministra.

- Cal? Mas para quê?

- Eu também não percebi, senhora ministra mas as ordens que recebi foi de comprar 102 sacos de cal!

Intrigada, Maria de Lurdes Rodrigues dirigiu-se ao responsável pelo piquenique (um antigo seu aluno que conseguiu evoluir tirando uma especilização no programa das novas oportunidades) e perguntou-lhe o que é que pretendia fazer com tanta cal.

Esse seu antigo aluno, espantadíssimo, comentou que não tinha encomendado cal nenhuma. Foram os dois ter com o rapaz que fizera as compras para esclarecerem o assunto.

- Olha lá, quem é que te mandou comprar estes sacos de cal?

- Foste tu, pá! Agora não te lembras? Ainda tenho aqui o papel que escreveste.

E exibiu a lista enorme de compras que lhe tinha sido dada. O antigo aluno mirou, tornou a mirar e disse:

- Eh pá... mas tu és mesmo burro! Não vês que me esqueci de pôr a cedilha? O que eu queria dizer era Çal! E não era 102 sacos mas sim 1 ô 2 !

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pensamento de Verão

As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os 5 passos

Agora com o Verão vem o sol e o calor. Vem a praia e os corpos despem-se! Vêm os amores de Verão que trazem amor a toda a gente e que duram... o que tiverem que durar!

Numa época destas, em que se pode dizer que está aberta a caça "ao ganso", há que afinar as técnicas e, uma das mais antigas, é a técnica dos 5 passos. Como funciona? É simples!

Quando estiver a andar na rua e deparar com um daqueles espécimes que o fazem ficar a babar e esquecer-se em que planeta está, caminhe olhando-o bem nos olhos, fixando-lhe o olhar, mesmo que ele desvie o olhar mantenha o seu. É sempre um bom meio de saber se o interesse despertado é recíproco.

Quando se estiverem prestes a cruzar, há que olhar de novo. Olhos nos olhos! É sempre bom reforçar a ideia, não vá ele não ter percebido da primeira vez (e tamém se não percebeu só significa que é meio para o lerdo, o que leva a questionar se vale a pena o resto... se bem que... aquele corpo... ai ai).

Depois de passar por essa estátua de deus grego feito carne há que se lembrar de respirar e, então, conte 5 passos e olhe para trás. Por norma é o tempo suficiente para despertar o interesse e observar os "atributos" da divindade. Se ele também tiver virado a cabeça para olhar para nós, então é porque o interesse é mútuo e aí há que ganhar coragem e iniciar contacto, afinal o que nos separa do outro são uns simples 5 passos (que em passo de corrida serão apenas 2 para podermos então tropeçar e ter uma desculpa para cair nos braços do outro)!

É simples... ponhas em prática esta técnica e depois contem-me os resultados para... hã... hmmm... err... um estudo académico-científico que ando a fazer! (sim... é isso mesmo) ;-)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um serviço bem feito

Não pensem as almas mais pecaminosas que venho aqui falar de broxes e outro tipo de serviços que se podem fazer ao próximo! Nada disso! Venho falar de algo inteiramente diferente!

Há dias tive por Lisboa amigos das terras de Sua Majestade Lizzie (a segunda). Andava eu feito cicerone pelo Bairro Alto quando resolvi passar pelo jardim/miradouro de São Pedro de Alcântara. Desde que ele reabriu após anos em obras não tinha tido oportunidade de passar por lá para apreciar o espaço (defeitos de quem basicamente anda sempre de carro de um lado para o outro) e adorei... fiquei completamente fascinado!


Sempre achei Lisboa uma cidade linda, com muito potencial, mas muito mal aproveitada! E gostei do resultado desta obra. Apesar de se ter perdido um pouco da parte ajardinada em cima, como compensação, está aberto/devolvido ao público o patamar inferior do miradouro! Esta parte está muito bem conseguida, com os bancos a envolver a parte ajardinada e com um quiosque num dos cantos que, quando abrir, vai permitir tomar um cafézito ou algo mais numa esplanada com uma das melhores vistas de Lisboa!

E ainda falta a fonte. Quando ela também estiver em funcionamento, com a sua cascata, o espaço vai verdadeiramente ficar idílico.

Note to self: tenho que voltar a tirar dias para simplesmente andar a deambular a pé por Lisboa!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Olé

É a imagem do dia!

É a história que marcou hoje o debate da Nação no Parlamento. A Assembleia da República hoje parecia uma largada de touros e o ministro da Economia, Manuel Pinho, teve que se demitir (ou foi mesmo demitido, porque primeiro ainda chegou a dizer que continuava a ter condições para se manter no cargo).

É triste e uma injustiça! É uma injustiça como ninguém consegue perceber o que realmente estava a acontecer naquele momento. Mas graças a Deus que eu vi tudo pela televisão e passo a explicar.

Então é assim: enquanto que o primeiro-ministro respondia à bancada do Bloco de Esquerda, o ministro Manuel Pinho tentava combinar uma saída com o líder da bancada do PCP. Ora como não queria interromper o discurso do primeiro-ministro, Manuel Pinho recorreu a um jogo de charadas para combinar essa saída! O que ele quis dizer ao Bernardino Soares foi que na Fugas vinha uma reportagem sobre como passar o sábado em Navarra, Espanha, onde há touros, natureza e peregrinos. Ou isso ou então procurava combinar uma ida a Vila Franca de Xira para a festa do colete vermelho.

Ou será a falta de cálcio que provoca aquele gesto taurino? I wonder...