quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Descubram as diferenças

Comparemos as imagens:



Temos o verde, uma parte mais escura, um toque de castanho...

Consegue notar as diferenças?

Consegue?

Acertou!

É isso mesmo!

A vaquinha tem um ar mais simpático!

(Ah! E não me refiro à ministra!)

A verdadeira "democracia"

Hoje vinha no site do jornal O Público o seguinte: «ME vai ter que pagar substituição de docentes como serviço extraordinário». Este era o título que apelava à leitura da notícia. Dentro podia-se ler o seguinte: «A ministra da Educação disse hoje, em Matosinhos, que "não há providências cautelares que possam interromper o processo de avaliação" dos professores. Maria de Lurdes Rodrigues salientou que o processo de avaliação "está em campo e continua dentro da normalidade"».

O que tem isto de extravagante? Aparentemente é uma notícia como tantas outras. O que considero realmente alarmante são estas palavras ditas pela responsável máxima da educação em Portugal: «"não há providências cautelares que possam interromper o processo de avaliação"».

Considero esta afirmação de uma arrogância extrema. Como pode um membro de um governo vir a público afirmar uma coisa destas? Num país civilizado em que se quer e se acredita na separação de Poderes, é como dizer que o que os Tribunais vierem a decidir não importa pois a decisão já está tomada pelo governo.

Esta afirmação, que cai muito perto da desvalorização e completo desinteresse pelos tribunais, mostra-nos a visão que, aparentemente este governo e, neste caso, a Ministra da Educação têm da Democracia, pois parecem ver os tribunais como uns empecilhos que só servem para lhes complicar a vida e atrapalhar as suas ditas reformas "a bem da educação" e que, garantem, nada têm que ver com questões de ordem económico-financeira.

Antes dizia-se "o juíz decidiu, está decidido". Hoje parece ser mais algo do género "o juíz deciciu, mas acho que decidiu mal, então o que decidiu não tem valor para mim". Ora se um membro do governo pode apresentar uma postura destas ao país, o que impedirá um dia o comum dos cidadão de o fazer também?

O exemplo deve vir de cima, sempre o ouvi dizer e assim o acredito também. Mas e se o exemplo que vem de cima apenas apresenta um descrédito aos valores fundamentais da democracia? Na falta de respeito pelos Tribunais? Pela ordem e pela lei?

Enfim. Não sei responder. Na volta, a verdadeira democracia é assim!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Trabalhem ? ! ?

Ontem li uma notícia no site do Público que me deixou algo perplexo. Hoje aproveito para um comentário duplo: a essa notícia e ao que apareceu escrito no fórum do AEIOU.

O Público publica a reacção do presidente Cavaco Silva ao relatório da SEDES, que anuncia que existe em Portugal um "mal-estar difuso", cujas responsabilidades são atribuídas a acções governativas, entre outras. Perante este relatório que apresenta o que toda a gente já sabe, pois basta olhar em volta para nos apercebermos que o ânimo dos portugueses não anda pelo seu melhor (basta ver também que somos dos países da europa que mais antidepressivos consome), o Presidente da República, de acordo com a notícia do Público «convida portugueses a "trabalhar para vencer as dificuldades"».

É este tipo de resposta que me deixa perplexo e aproveito então o momento para introduzir aqui um texto que apareceu no referido fórum do AEIOU. Tem como título "A Geração (à)Rasca da Parvónia, que começa por "P” como Portugal…" e relata-nos a visão de um país que não anda longe da realidade, mas que muitos teimam em não ver para, num resultado estatístico, poder jogar com os números e apresentar Portugal como um país civilizado!

Vou reproduzir aqui apenas dois excertos desse texto e que ilustram o que procuro transmitir:

«Moro na casa dos trinta, sim, esses que conhecem The Doors, the Cure, U2, Roling Stones, Sex Pistols, entre outros admiráveis artistas musicais, e que igualmente admiram Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Toni de Matos, Xutos, GNR, etc ...sim, dou desses…, desses apodados de “Geração Rasca”. Pertenço a essa Geração, constituída pelos jovens licenciados, pós-graduados e mestrados, que falam duas ou mais línguas, que realizaram estágios e que só conseguem obter empregos precários com remunerações inferiores a 1000 euros, que não perdem a oportunidade de se alimentarem das saborosas migalhas confeccionadas, com amor, pela mãe.

(...)

Sim, sou dessa geração qualificada que vive (arrascamente) numa qualquer Parvónia, que começa por “P” como Portugal. Dessa geração onde ser licenciado em Medicina, Enfermagem, Economia, Gestão, Direito, Sociologia, Engenharia, Arquitectura, etc, dá direito a um acesso a um qualquer concurso para call-center, desde que, tenha menos de trinta anos, a idade da Geração (à) Rasca.»

E é assim que as coisas são tratadas neste nosso cantinho à beira-mar plantado e que dá pelo nome de Portugal em que, perante um relatório que apresenta o mal-estar vivido no país, o Presidente da República se limita a dizer uma quase "vão mas é trabalhar"!

Penso que ninguém é adverso ao trabalho e que todos os que investiram na sua formação se procuram sentir realizados profissionalmente. Mas para que tal aconteça, o País (com todas as entidades envolvidas) tem que dar os meios necessários para isso.

E é neste campo que se observa como Portugal não evoluiu, nem a nível de abertura de espírito nem de civismo, e continua a situar-se ao nível dos ditos países terceiromundistas.

Ora vejamos alguns exemplos! Uma pessoa estuda, tira o seu curso, avança para uma pós-graduação ou mestrado e depois o que a espera?

1- Se tiver o dito Factor C... perdão... o Factor Q.I. (de Quem Indica, pois há que actualizar os termos) consegue arranjar um lugar num sítio qualquer a auferir um vencimento confortável.

2- Se não consegue ter os recursos para se enquadrar no ponto 1, há que lutar muito, ir a várias entrevistas, para acabar por ir trabalhar para um call center ou como caixa num supermercado, onde vai auferir uns míseros 600€ (se tanto).

3- Se tenta mudar o rumo à sua vida repara que as portas se lhe fecham todas. Os motivos? Tem habilitações a mais ou então não tem as habilitações necessárias, porque a maioria das empresas em Portugal continua a ter uma mentalidade tacanha de não olhar ao perfil, mas antes à formação académica, como se as pessoas fossem meros seres limitados e que só servem para fazer o que vem na sua formação académica inicial. Atenção senhores! A formação académica inicial é apenas e só isso mesmo, INICIAL, não limita uma pessoa a outras funções noutras áreas, o que é preciso é saber dar uma oportunidade.

4- Depois temos as ditas empresas de trabalho temporário e recrutamento. Para que deveria servir uma empresa deste tipo? Muito simples na minha opinião (que é o que acontece nesta Europa civilizada à qual teimamos em dizer que pertencemos, mas apenas por um acidente geográfico). Deveriam servir para suprir necessidades temporárias das empresas ou, então, para recrutar funcionários em que passado esse primeiro contrato temporário (o dito período experimental), tendo já provado o seu mérito, viessem então a entrar para os quadros da empresa para a qual foram trabalhar. Mas cá em Portugal servem apenas para tornar mais precário o mercado de trabalho.

5- Tudo isto depois acaba por influenciar em vários níveis a vida do jovem que se quer sentir realizado e um elemento de mais-valia para o seu país. A nível bancário por exemplo. E aí entramos no campo da compra de casa (porque ainda não vi nada de efectivo no apoio ou auxílio ao arrendamento). Uma coisa curiosa no mercado habitacional em Portugal é que a grande maioria das casas são caríssimas e construídas com uma qualidade que deixa muito a desejar. O lobby do imobiliário, apesar de apresentar lucros constantes, está também constantemente a referir-se a uma crise que parece inultrapassável.

Perante todas estas provações em que um jovem tem que passar para tentar organizar minimamente a sua vida, muitas das vezes recorrendo ao apoio de familiares e muitas outras sentindo-se desamparado, tendo que manter dois trabalhos para conseguir sobreviver, ainda tem que ouvir da boca do seu Presidente, que devia velar pelos interesses de todos, as palavras "Trabalhem..."!

E depois admiram-se que há toda uma nova geração de emigrantes qualificados que se vêem forçados a ter que abandonar o seu país e ir procurar o reconhecimento e as oportunidades lá fora!

Mas sempre foi mais fácil governar uma população menos culta e que não reivindica tanto os seus direitos do que uma população interventiva e que não é tão permeável à propaganda e demagogia!

Mas ao menos somos "civilizados"!?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

If These Walls Could Talk


Foi já em 2003 que vi este filme pela primeira vez. E vi-o por um mero acaso, no meio de uma acção de formação. É um filme comovente que conta três histórias de um amor proíbido em três épocas distintas: nos anos 60, nos anos 70 e na actualidade.

O filme foi realizado em 2000 para a televisão, não tendo, por isso, passado no grande ecrã, o que o torna um pouco desconhecido do grande público.

Foi encomendado pela HBO e conta com desempenhos exemplares de Vanessa Redgrave, Sharon Stone, Ellen DeGeneres, entre outros. De salientar, no entanto, a participação de Vanessa Redgrave que tem neste filme, na minha opinão, um desempenho verdadeiramente tocante e que nos emociona até à lágrima (e sem lamechices).

É um filme muito humano, não só pelo tema que aborda, mas essencialmente pela forma como ele é abordado, apresentando a evolução dos preconceitos (e da forma de lidar com eles) ao longo do tempo.

É pena que as televisões portuguesas, que repetem de forma exaustiva filmes menores, não primem por presentear os seus espectadores com filmes como este.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

The sweetest thing

Datado já de 2002 o filme "The Sweetest Thing", realizado por Roger Kumble e tendo como principais protagonistas Cameron Diaz, Christina Applegate e Selma Blair, é dos filmes mais descontraídos que alguma vez vi.

A história em si não tem muito de especial, não nos obriga a grandes pensamentos. Basciamente apenas temos que nos sentar, abrir o espírito e relaxar, aproveitando as variantes cómicas do filme que facilmente nos arrancam umas gargalhadas.

De entre as várias cenas do filme escolhi mostrar aquela que para mim é das mais hilariantes. A cena com a "penis song". De salientar a parte em que a chinesa resolve intervir! Vale a pena ver e rever.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Slow

Para mim este "Slow" da Kylie Minogue é um dos melhores vídeoclips alguma vez feitos. Não só pela música em si, mas por toda a sensualidade envolvida. Eis o que se pode fazer em 3 dias num terraço de Barcelona!

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Vale a pena pensar nisto

Não sei de quem é a frase, mas li-a hoje e gostei!

"Temos o direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza"

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Quem disse que as loiras são burras?

Muitas piadas se fazem sobre as loiras e sua eventual falta de inteligência. Há até quem as compare às Barbies, dizendo que só servem mesmo para se brincar com elas. Tais comentários são de uma profunda injustiça.

A loira é um ser que tem sentimentos, tal como uma joaninha ou uma ave que esvoaça alegre e contente pelos céus azuis num dia em que o sol brilha sobre os campos. A loira também é filha de Deus e tem, por isso, direito a ser respeitada e reconhecida como uma igual... às outras loiras!

A loira tem fome, sede e, como os outros animais, também transpira e cheira mal, ou seja, a loira é uma porca!

Mas acima de tudo a loira é inteligente e sabe aplicar os seus conhecimentos quando confrontada com uma qualquer situação pavloviana no seu quotidiano. A loira merece RESPEITO!

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sábado, 16 de fevereiro de 2008

O que houver de morrer

Já faz uns bons anos desde que li este livro pela primeira vez. Foi dos livros que mais rápido li. Demorei cerca de uns 45 minutos a lê-lo. Ainda estudava na universidade e li-o no comboio quando voltava para casa.

É uma história algo simples mas envolvente. Relata-nos a descoberta da sexualidade de um jovem após a morte do pai e ao descobrir que este tinha uma vida dupla. Na sua investigação acaba por se envolver e apaixonar pelo rapaz que havia sido o amante do seu pai.

É um livro cativante e ao mesmo tempo algo perturbador, ao revelar uma Lisboa alternativa dos finais dos anos 80.

Quanto a mim adoro mesmo a parte final. Aquele "Vens já?" seguido do "Vou." abre a porta à imaginação e liberta a alma.

É pena que a Editorial Notícias (ou outra) não tenha feito mais reedições deste livro. Por certo valeria a pena!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Where have all the good men gone?

Já há muitos anos atrás a Bonnie Tyler, no seu "Holding out for a hero" se debatia com esta questão. Hoje em dia generalizo-a um pouco mais. Não me pergunto apenas o que aconteceu aos homens bons (não no sentido físico da expressão), mas pergunto-me já sobre o que terá acontecido às boas pessoas?

Curioso como toda a gente se apresenta como sendo uma mais valia ao conhecimento dos outros. Valorizam-se como seres excepcionais e primoram pela sua honestidade e sinceridade.

Yeah right!

É esta a frase que assola a mente de qualquer Slut perante tal descrição!

É uma coisa que não compreendo e que me causa alguma azia no sentido literal do termo, isto é, se ele se pode aplicar num âmbito mais sociológico ou antropológico da questão. A sério que não percebo o porquê das pessoas não conseguirem ser honestas e sinceras (e depois confundem muito estes dois termos, que apesar de parecidos não significam a mesma coisa). Dizem que o são, mas depois as acções não acompanham as suas palavras.

É uma coisa sobre a qual por vezes me debruço. Será que as pessoas não percebem a incoerência da questão? Muitas vezes afirmam-se como sendo frontais, sinceras, honestas e demais qualidades similares, mas depois, não conseguem ter a coragem e a hombridade de se comportarem como tal. Será que o não fazem com medo de ficarem mal vistas pelos outros? Talvez seja esse o caso. Mas mesmo sendo esse o caso, não conseguem ter a abertura de espírito para perceber que é essa sua tentativa de não ficarem mal vistas que as faz fazer pior figura e, no final, ficarem mal vistas mesmo?

Apesar de haver pessoas mais diminuídas mentalmente, na sua generalidade as pessoas não são estúpidas e até se podem auto-iludir durante uns tempos, mas apercebem-se sempre de tudo e, por isso, não devemos passar atestados de estupidez aos outros. É preferível um "não quero manter contacto contigo" do que um "somos amigos mas estou tão atolado em trabalho que não consigo disponibilizar um minuto para te mandar uma mensagem a perguntar como estás".

Ou há conceitos muito díspares do que constitui uma amizade ou não percebo mesmo o porquê das coisas. Culpa-se o individualismo da sociedade contemporânea. Será? É esse individualismo o responsável pelo facto das pessoas terem esquecido ou relegado para segundo plano coisas simples como a interajuda ou o respeito pelo outro?

Serão utopias acreditar que é possível ajudar o outro apenas pelo simples acto de se poder ajudar? Dizer-se o que sente e o que se pensa, mesmo que isso acarrete a consequência dos outros olharem para nós franzindo o sobrolho?

Verdade? Mentira? Omissão?

Utopia?

Em que mundo escolhe e se prefere viver depende da consciência e formação de cada um. Eu penso que ainda continuo a preferir a utopia.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Lovers Day

Hoje é um daqueles dias irritantes que vem marcado no calendário. Os parezinhos aqui e ali. Os beijinhos. Os chocolates, as almofadas e peluches, tudo em forma de coração e sempre com os dizeres "i love you"! Dear God! É assustador!

Depois vêm os outros. Que fazem pseudo jantares de encalhados e afins. Encalhados?! Uma Slut não está encalhada. Nunca. Parafraseando o nosso ministro "jamais"! Se uma Slut está sózinha na vida (entenda-se sem namorado), é porque é exigente, apenas e só! O encalhanço é uma outra situação e que nao afecta o universo Slut.

Mas hoje, um pouco por todo o país (e arredores), a cena vai-se repetir. Um jantar à luz de velas! Os olhares apaixonados. As mãos dadas. As trocas de lembranças e das palavras de amor eterno, tudo isto a terminar com uma intensa (ou não) sessão sexual de abafamentos mútuos. É comovente assistir a estas cenas dos pobres de espírito que não nasceram com a estrela da sorte de pertencerem ao universo Sluteriano. Mas, no meio de tanto jantar, de tanto olhar enternecedor e de tanto gritinho de satisfação e passeio de mão dada, fica sempre aquela questão por perguntar. E essa é aquela que verdadeiramente interessa e que todos querem saber!

Ora vejam e confirmem!

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Les Liaisons Dangereuses

"Les Liaisons dangereuses" é um romance epistolar (o que significa que a história é relatada através de uma série de cartas trocadas entre as diferentes personagens) do século XVIII, da autoria de Chorderlos de Laclos e publicado, pela primeira vez, em 1782 (para os mais desatentos foi há muito ano já).

A obra retrata as relações de um grupo de aristocratas franceses através das cartas trocadas entre si, na época imediatamente anterior à Revolução Francesa. Os nobres ociosos e sem escrúpulos dedicam-se prazerosamente a destruir as reputações de seus pares (um pouco à semelhança do que acontece hoje em dia na Assembleia da República).

O história tem como base as personagens do Visconde de Valmont e da Marquesa de Merteuil, que manipulam e humilham as restantes personagens através de intrigas e jogos de sedução.

Quando lançado, o livro escandalizou toda a sociedade francesa, pois retratou de uma forma muito fiel a realidade que muitos conheciam, mas que ninguem comentava em público. É um primor na literatura do género, principalmente no que toca à forma como o autor, através das cartas, conseguiu criar uma personalidade a cada pergonagem, tanto pela maneira de escrever como depois pelas atitutes tomadas ao longo da história.

No decorrer do livro, ficam claras as más intenções dos protagonistas, ao mesmo tempo retrata suas fraquezas, os seus temores, desejos e malícias (não as do padre Vítor, que já nem sei se é com "c" ou sem "c", porque esse é Melícias, de mel, o que me leva a pensar se o senhor será um pouco mais para o peganhoso?).

Com o advento do cinema, esta obra foi várias vezes adaptada ao grande ecrã, mas penso que nenhuma das adaptações iguala a que, em 1988, Stephen Frears realizou tendo como protagonistas Glenn Close, John Malkovich, Michelle Pfeiffer, Uma Thurman, Keanu Reeves, entre outros.

O filme, com uma abordagem muito sofisticada, foi premiado e recebeu 3 óscares. Para mim é um dos melhores filmes alguma vez realizados. Conta com uma actuação magistral de Glenn Close, no papel da Marquesa de Merteuil, uma slut na verdadeira acepção da palavra. Uma interpretação digna de registo na memória cinematofráfica que qualquer Slut.


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cuando tu vás

Hoje resolvi mostrar um pouco da pimbalhada de nuestros hermanos. É uma música interessante pela letra, principalmente o "no me hables de sexo seguro" e "no me plastifiques el corazon", entre outras partes. Vale a pena ouvir, quanto mais não seja por uma abertura de espírito e o conhecimento nunca ocupou muito lugar!


Quem sabe se esta música não virá a ser um hino Slut?!

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Uuuuu! Scary!

Corria o ano de 1982 quando na RTP, num qualquer programa que passava vídeoclips (não me recordo qual seria), o senhor que apresentava o programa alertou para que o clip que iriam passar poderia ser conter cena inapropriadas para as crianças e aconselhava os pais a não as deixarem ver esse mesmo clip. Vivíamos numa época muito mais católica do que hoje em dia.

Recordo-me perfeitamente desse dia. Eu estava na Costa de Caparica, por isso provavelmente deve ter sido no Verão. Recordo-me do dia por causa do que o apresentador disse e porque, depois de ter visto o vídeoclip, não lhe achei nada de especial.

O vídeoclip era o "Trhiller" do Michael Jackson. Hoje em dia reconheço que o apresentador tinha razão ao dizer aos pais para não deixarem os seus filhos verem o clip. Não que o vídeo em si metesse medo, mas antes porque é um atendado a uma série de coisas.

A bela da meia branca com o sapatinho preto (coisa que pode provocar danos psicológicos irreversíveis). O Michael Jackson ainda era preto (coisa que hoje em dia poucos se recordam e as crianças que ainda sabem quem ele é não compreendem como é que ele mudou de pele).

Mas o aviso premonitório do referido apresentador da RTP (ou teria sido uma das locutoras de continuidade? Já não sei.) prendia-se com um facto que hoje em dia está muito na voga noticiosa: a pedofilia! Bem dizia ele "afastam as crianças do televisor", não fosse o braço do Sr. Jackson pegar em nós e levar-nos por caminhos pecaminosos. Deviam era ter feito o mesmo aviso em relação ao 1 2 3 (e não por causa da Bota Botilde).



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To marry or not to be married

"Então quando é que te casas?"

Esta é a pergunta que a partir duma certa idade começam a fazer aos homens solteiros. Então nas ditas reuniões familiares, em que pessoas que nos viram em bebés e que não fazemos a mínima quem seja, nos metralham com essas perguntas.

Por vezes dá vontade de responder: "não me caso porque a lei ainda não o permite", mas não o faço. Muito honestamente não percebo o porquê desta fixação das pessoas com o casamento. Dá uma trabalheira dos diabos e depois acaba-se tudo.

Desde criança que sempre me vi a ser contra o casamento. Não é um papel passado em cartório que me diz se me sinto ou não ligado a alguém. Tal como não é o facto de usar uma argola de metal num dedo que me diz se me sinto ou não compromissado com outra pessoa. Isto são coisas que devemos sentir no nosso íntimo e não numa mera celebração que cada vez se faz mais por tradição e não tanto por crença religiosa ou afins.

Para quê casar? Juntem-se! É mais prático e o resultado final é o mesmo e, se não resultar, a separação é menos complicada. Além disso a cerimónia do casamento só serve para nos fazer passar figuras tristes.

Eis um exemplo!

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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Streets of Fire

Corria o ano de 1984 quando surge no grande ecrã um dos filmes que, posso dizer, marcou uma época. Naquela idade, em que se passa da infância para a adolescência (no meu caso), o filme deixou marcas, não tanto pela história em si, mas mais pela fantástica banda sonora, que ainda hoje se entranha na pele e nos faz mexer e saltar!

Falo de "Streets of Fire". O filme, realizado por Walter Hill, conta a história de um mercenário que resolve ir atrás da sua ex-namorada que havia sido raptada por um gang de motards. Muito rock, muitas motas, tudo muito anos 80. Um drama musical algo negro, mas com uma música excelente e intemporal!

Vamos matar saudades!

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

O filho de Deus

Nas minhas navegações internetianas acabei por descobrir um clip com a verdadeira história do filho de Deus. Esse mesmo, o grande J.C. (se fosse hoje em dia seria ou um D.J. - pela sigla - ou então um emigrante mexicano nos E.U.A. - pelo nome). Mas antes que seja completamente excomungado, aprendam a verdadeira lição!


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A velha


Uma das coisas mais interessantes de sair à noite é cuscar os postais publicitários, que existem em vários bares, sobre os diversos eventos culturais. Numa destas últimas noites houve um desses postais que me chamou a atenção. Não pelo seu conteúdo em si, mas antes pela imagem que aqui reproduzo.

O postal apresenta uma peça de teatro que vai estrear dia 12 de Fevereiro, num qualquer espaço chamado "Casa D’Os Dias Da Água". Não conheço e, muito honestamente, não tenciono conhecer. A peça, ao que percebi, é baseada num texto de um autor de seu nome Daniil Harms (ou entao a peça foi mesmo escrita por ele, seja de que forma fôr, também não conheço a dita personagem).

Na parte de trás do postal vem o seguinte:

No pátio está uma velha com um relógio de parede nas mãos.
Passo ao lado da velha, paro e pergunto: “Que horas são?”
- Veja-diz-me a velha.
Olho para o relógio e vejo que não tem ponteiros.
- Não tem ponteiros -digo eu.
A velha olha para o mostrador e diz:
- Um quarto para as três.
(In A Velha de Daniil Harms)

A peça até pode ser interessante. Não faço a mínima. Não está nos meus planos ir vê-la. Perguntam então o que me chamou a atenção e me leva aqui a falar desta "Velha"? Muito simples. Foi a classificação etária da peça. Vem lá indicado que é para maior de 12 anos. Ora muito bem. Com esta imagem e texto de apresentação estou já a ver as criancinhas todas de 12 anos a implorarem aos pais para que os levem a ir ver esta peça! Fazem birra até se fôr preciso. Sim, daquelas birras mais barulhentas, de se atirarem para o chão ao berros e a darem murros no pavimento.

Como diria o anúncio "é que é já a seguir!", então não!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Mê burrito

- Ai mê burrito! Lembras-te de quando íamos passear lá pra mata do zurcal?
- Hi-hó!
- Eram bons esses tempos, não eram?
- Hi-hó!
- Ainda me alembro! Eu era bem mais jovem!
- Hi-hó!
- Come lá mais um bocado!
- Hi-hó!
- Lembras-te daquele dia? Em que o céu tava azul?
- Hi-hó!
- Eu ia montada em ti, com os cabelos soltos!
- Hi-hó!
- Sentia o teu pêlo a roçar-me a xaneca!
- Hi-hó!
- A tua manguêra fazia-me sonhar burrico!
- Hi-hó!
- Eu corria pelos campos, alegre e feliz. Tu ficavas a ver-me ao longe! Aproveitava o fresco da erva verde e macia! Sentava-me e ficava a olhar para o céu, a adivinhar figuras nas nuvens! Então, sonhadora, tirava as cuecas e começava a masturbar-me com um ramo de azevinho!
- Hi-hó!

(isto é o que acontece quando se está sem inspiração)

A Bíblia

É já para Maio que está prevista a estreia da grande e santíssima Bíblia de qualquer Slut. Falo de Sex and the City - The Movie. As desventuras das quatro amigas nova-iorquinas passam para o grande ecrã. Há que esperar e ir revendo religiosamente os episódios da série. Até lá fiquemos com a treila.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A mosca

Viajar de avião

Uma Slut que se preze quando viaja para o estrangeiro vai de avião. Nada de ir em excursões organizadas. Isso é para o povão! Há que ir sem grandes planos mas com tudo booked, de preferência online. Sim, porque uma Slut é uma pessoa do digital e faz tudo via internet... bem... quase tudo!

Mas hoje em dia está cada vez mais complicado andar de avião. E não me refiro apenas às apertadas regras de segurança nos aeroportos, em que nos obrigam a descalçar, provavelmente para verem se temos algum buraco na meia e se estamos com a batata de fora, porque se fôr este o caso não se entra no avião. E acho muito bem. Ir agora dentro do avião misturado com pessoas com meias rotas. O que virá a seguir? Cestos com galinhas e tupperwares com pedaços de leitão? Desde que as low cost surgiram que toda a gente pensa que pode ir passear de avião. Se querem ir passear apanhem um cacilheiro e vão até Porto Brandão ou Trafaria, é mais romântico (sempre simula uma viagem de cruzeiro) e tem mais aventura (nunca se sabe o que pode acontecer na Trafaria).

Mas nem é isso o que incomoda mais no viajar de avião. É o espaço para as bagagens. É curto! Uma Slut tem que ir preparada para qualquer ocasião e isso implica levar mais roupa, ou então, vai às compras à estranja e quando regressa traz mais roupa. Seja qual fôr o caso o resultado é idêntico. Há limites à bagagem. Tudo bem que se pode pagar se se traz excesso de bagagem, mas isso é uma chatice. Quem é que define o que é excesso? Se calhar não sou eu quem viaja com excesso de bagagem, mas são os outros que viajam com bagagem a menos.

E até a bagagem de mão nos reduziram. Com estas novas regras uma pessoa já não sabe o que deve escolher para ir consigo. E depois a arrumação nas bagageiras é diminuto e quase que uma pessoa precisa tirar um curso de engenharia para se entender no meio daquela arrumação, onde a nossa sacola está misturada com o casaco da feira da passageira oleosa do assento 32A.

Viajar de avião pode ser traumático e causar-nos severos danos. Ora confirmem lá!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

As dicas da Slut

Uma slut q se preze deve sempre ter em mente algumas dicas úteis que a possam ajudar no seu dia a dia, tanto a nível do tratamento da roupa, como no relacionamento com os outros como até na decoração ou culinária. Um dia ainda farão um livro com elas. Se a Fátima Lopes consegue, eu também irei conseguir.

Hoje, para me ajudar a transmiti-las, pedi a ajuda da Kylie Minogue. Ora vejam!

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E pronto. Aproveitem bem as dicas on the Slutland.

Riverdance

Corria o ano de 1994 quando, no intervalo entre a apresentação das canções do Festival da Eurovisão e a respectiva votação, a televisão irlandesa nos presenteou com partes de um espectáculo que estava na altura em cena num dos principais auditórios de Dublin.

Nesse ano Portugal foi representado pela Sara Tavares com o seu "Chamar a música", no entanto, foi a Irlanda quem voltou a ganhar o Festival com a prestação de Paul & Charlie de "Rock n' Roll Kids".

Mas não é do Festival que aqui venho falar. Mas sim do que aconteceu no referido intervalo. O espectáculo apresentado dava pelo nome de Riverdance e pretendia reunir os diferentes tipos de sapateado do mundo, aliados ao folclore tradicional irlandês.

O espectáculo foi um sucesso e teve em cena vários anos tendo feito também tournés a nível mundial. A certa altura o bailarino principal separa-se do grupo e cria o seu próprio espectáculo intitulado Lord of the Dance.

Riverdance é um espectáculo muito bem montado. Tanto a nível visual como musical. Uma pessoa sente-se envolvida por todo aquele ambiente. E a conjugação dos diferentes tipos de sapateado (irlandês, flamenco e americano) foi feita de uma forma magistral. Mas para mim há um grande defeito. Então e o nosso fandango? Esqueceram-se dele? Ou os irlandeses consideraram-nos já englobados na Espanha e, como tal, representados pelo flamenco? Será que não conseguiam inventar uma forma de colocar dois homens numa discussão sapateada entre si? Seriam os passos do fangango demasiado complicados para eles conseguirem absorver? Pois que não sei o que levou a que o nosso sapateado fosse esquecido, mas é uma falha num espectáculo que pretendia reunir todos os tipos de sapateado.

Deixo aqui um vídeo, não tão conhecido desse espectáculo, intitulado "Fire Dance", com o flamenco de nuestros hermanos.


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Vida de actor

Ser actor é ter uma profissão algo ingrata. Acaba por não se ter vida própria de tanto representar outras vidas. Por esse motivo não é fácil a um actor encontrar a sua própria identidade e o seu próprio estilo. Por exemplo, um actor é obrigado a ter que cortar ou pintar o cabelo, emagrecer ou ganhar peso para encarnar um personagem. Por vezes vê-se obrigado a usar roupas de outras épocas, que o apertam até mais não e, ao fim de tantas horas de trabalho, fica difícil uma pessoa controlar-se e há que "arejar" um pouco!

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Super Tuesday

Na corrida à presidência dos Estados Unidos o dia de hoje fica conhecido como Super Tuesday, por causa da quantidade de Estados onde hoje vão decorrer eleições primárias, o que poderá vir a ser decisivo na eleição dos delegados para os congressos dos dois principais partidos, Republicano e Democrata. Quem mais deputados conseguir eleger no final terá basicamente a sua escolha assegurada para a eleição final, a nível nacional para a chefia daquele que é, hoje em dia, o país mais poderoso do planeta.

Ainda falta muito até o actual presidente, George W. Bush, deixar a Casa Branca. Há quem se congratule com o fim de uma época em que uma das pessoas mais medianas e mal preparadas chefiou o executivo americano e influenciou os destinos do mundo.

Quanto a mim vou sentir falta de uma personalidade que nos divertia com a sua extrema sapiência em momentos como os que o vídeo apresenta.

Check it out!

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Anatomia do broxe

Há muita má língua à solta por este país, o que explica o estado depressivo em que se encontra grande parte da população. Não só as mulheres andam mais nervosas, pois muitas nunca sentiram uma verdadeira língua trabalhadeira a bater-lhes claras em castelo à porta da sua piriquita enquanto esperavam pela entrada do respectivo travesseiro, como nos põem nervosos a nós.

Mas não é dessa má língua que afecta a líbido feminina (ou a falta dela) que venho aqui falar hoje. Venho falar da má língua que afecta a parte masculina. A imagem não engana! É isso mesmo! Venho aqui falar de broxes!

A anatomia do broxe! Como se faz? Como não se faz? Se espera resposta a estas questões então talvez deva continuar a leitura, se bem que não consigo confirmar que no final vá saber muito mais do que já saiba. Se não espera a resposta e já tem a solução, então há que continuar a ler para no final confirmar e comparar as opiniões (novamente não confirmo que no final se vá chegar a grande conclusão).

Ha quem pense que broxar (nem sei se o verbo existe) é como lamber um gelado! Ora lá está! É uma noção errada! Qualquer criança de três anos sabe lamber um gelado, no entanto, o outro tipo de lambidela é uma arte que nem toda a boca domina.

Onde está o segredo desta arte? Não está nem no molho nem na massa. Está na língua! Isso mesmo! Está no uso que se faz da língua e do quão ginasticada ela pode ser.

Primeiro que tudo há que abrir a boca to start the blowing. Depois é soltar a língua e deixá-la fazer o seu trabalho, percorrendo e desvendando todos os recantos da peça que trabalha, misturando-se com ela, as duas sendo uma. Nada de abocanhar tudo à pressa, lambendo a torto e a direito, como faz qualquer cão que se preze quando lambe o dono (na cara, entenda-se). Há que ir com calma, saborear com apreço, afinal de contas há tempo para tudo, ninguém vai mesmo a lado nenhum, pelo contrário vão vir!

Por isso suas boquinhas matreiras, libertem o Pizarro que há em voz e partam à conquista dos prazeres da joelheria!

(eu avisei que no final não se chegaria a grande conclusão)

Veneza

Qualquer boa Slut tem que ter os seus ataques de excentricidade. Eu resolvi ter um. Este ano fui passar o Carnaval a Veneza!

Hospedei-me no Hotel Bauer & Il Palazzo, mesmo em frente do Grande Canal de onde conseguia ver, pela janela do meu quarto e do outro lado do canal, a igreja de Santa Maria della Salute. Comprei uma máscara de cerâmica e o típico fato completo para festejar o Carnaval. Deambulei pelas ruas venezianas misturando-me com as suas gentes. Fiz poses na Piazza San Marco para os turistas fotografarem. Disfrutei de um belo passeio de gôndola pelos canais e parei na Isola di S. Giorgio Maggiore para, na frente à sua bela igreja ser, mais uma vez, fotografado.

Entretanto o despertador tocou!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Call me

Quem se lembra da Ivana Spagna? Quem se lembra deste "Call me" dos bons velhos anos 80?

Let's rock it!

He's just not that into you

Uma destas noites, num ataque de pseudo insónia, pus-me a ver alguns episódios do "Sexo e a Cidade" e, na sexta série, o episódio número quatro, "Pick a little, talk a little", tem uma das tiradas com mais significado mas que teimamos sempre em ignorar. A que me refiro? Vejam o vídeo!

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Apesar de haver um pouco de desfasamento entre o som e a imagem (foi o melhor que consegui arranjar), penso que dá para se perceber bem a mensagem, isto para quem não era fiel seguidor da série e não sabia do que eu estava aqui a falar.

"He's just not that into you" que podemos traduzir livremente para um "ele não está praí virado", é uma máxima que devíamos ter sempre em mente. Mas não! Teimamos em ocultar aquilo que sabemos que estamos a ver, procurando sempre arranjar uma justificação que nos agrade para explicar as acções dos outros!

Há sempre uma linha que é muito fina e difícil de definir. Até que ponto estamos a ficar paranóicos deixando os nossos medos, inseguranças e fantasmas virem ao de cimo? Até que ponto estamos certos e nos apercebemos realmente que o outro não está interessado em nós? Não são perguntas com fácil resposta.

Um exemplo. "A" conhece "B" e fica interessado. Também parece que "B" nutre um certo interesse por "A". "A" tenta uma maior aproximação com "B", procurando deixar bem notório o seu interesse. "B" começa a manter uma certa distância justificando-se com falta de tempo ou algo do género. "A" fica na dúvida se deve continuar, correndo o risco de se tornar maçador para "B" ou se deve perceber a dica de que afinal "B" não está interessado em "A". Mas e se "B" realmente está interessado em "A"?

Muitas questões se colocam nestas situações. Pois é certo que pode haver atenuantes. Ou essas ditas atenuantes só existem porque o nosso cérebro já anda à procura das mencionadas justificações e realmente "he's just not that into you"? Ou realmente existem atenuantes e às vezes o timming não é o mais certo e há que não ter pressas, ir com calma e saber esperar? Mas afinal qual é o timming certo?

Penso nestas coisas por vezes. E cada vez que penso mais baralhado fico. Qual a atitude certa a tomar em cada ocasião se cada ocasião é única e irrepetível? Não sei! Entretanto o tempo vai passando. E qual o mal do tempo ir passando? Aiiiiiiiiiiiiiii (grito à Cinha)! Já não percebo nada! It's so hard being a Slut!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

At last

Foi em 2000 que, em resposta ao Divas, o VH1 organizou o Men Strike Back, no seu programa para arranjar fundos para o financiamento do ensino musical nas escolas americanas. Foi neste espectáculo que vi um desempenho que me provocou arrepios na pele. Não foi executado por nenhum homem, mas antes pela única mulher convidada para aquele serão muscial. Falo de Christina Aguilera e do seu fantástico cover do "At Last" da Etta James. Ora vejam!

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Roméo et Juliette

A história todos já a conhecem, por isso não é dela que venho aqui falar. Venho falar sim do musical feito em França já há um bom par de anos. Porquê referir este musical? Por uma razão muito simples. Porque penso que poderíamos aprender com ele, ou melhor, com a história que o envolve.

Como tudo isto foi feito? Como é que este espectáculo se transformou num dos maiores sucessos do mundo artístico francês, tendo ultrapassado as fronteiras de França e tido até tournés a nível mundial? O musical foi preparado e ensaiado como todos os musicais o são. Só que toda a produção que o envolveu foi, a meu ver, diferente. E é nesta diferença que temos uma lição a tomar.

Já com tudo preparado e ainda antes da estreia é lançado o CD com as principais músicas da história. É lançado primeiro o single "Les rois du monde" com o respectivo vídeoclip (podem vê-lo em www.youtube.com/watch?v=Mc5wi3zDbjM ). De seguida sai aquele que é capaz de ter sido o mais famoso single relacionado com este musical. Trata-se de "Aimer", onde surgem as personagens principais da história de Shakespeare (pode ser visto em www.youtube.com/watch?v=kL8qeWLoI8A ).

Qual a vantagem deste tipo de promoção? O CD atingiu os tops franceses e quando, finalmente, o musical estreou em Paris, algumas das músicas já eram conhecidas dos espectadores, que as podiam assim trautear, deixando-se embrenhar por toda a parte visual do espectáculo. Sim porque este é verdadeiramente um musical muito bem montado. Muito ao estilo de uma ópera-rock, cheia de luz e som, com um look bem moderno, em que a música, as canções, os intérpretes, os bailarinos, o décor, o guarda-roupa, a iluminação, tudo foi concebido por forma a nos prender visual e acusticamente, mesmo para quem não seja um grande apreciador de musicais. O DVD foi lançado e o sucesso continuou.

Sei que Portugal nao é a França e nem os portugueses lidam com as suas criações da mesma forma que os franceses valorizam os seus produtos. Mas devíamos olhar para este exemplo. Que me recorde, houve pelo menos dois grandes espectáculos que poderiam ainda hoje em dia estar em cena. Falo do "Passa por mim no Rossio" e, claro, do "Amália", que poderiam muito bem servir como postal/cartaz da produção lusa, quiçá atraindo espectadores que se deslocariam de propósito ao nosso país para os poderem apreciar.

Utopia ou não, dá que pensar! Porque não conseguimos manter em cena o que de melhor produzimos? Onde falha a vontade da continuação? Porquê recusar a noção de uma cultura mais comercial?

Deixo aqui um vídeo com a parte inicial deste musical fantástico que dá pelo nome de "Roméo et Juliette - de la haine a l'amour".

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

D. Carlos I

Antes de tudo é preciso não esquecer uma coisa. A História é feita pelos vencedores! Como tal, toda a História do final da monarquia em Portugal (reinados de D. Carlos I e D. Manuel II) e da consequente implantação da república tem sido contada sobre o prisma republicano, melhor dizendo, tem sido passada ao abrigo de muita propaganda republicana, o que faz com que, hoje em dia, quando se fala de monarquia em Portugal, muita gente a associe ao regime absoluto, esquecendo o exemplo, que nos chega até da nossa vizinha Espanha, das monarquias constitucionais parlamentares.

Posto esta introdução há que referir que o reinado de D. Carlos tem sido muito mal estudado e muito mal compreendido, em parte por culpa da acção republicana (quase que numa tentativa de justificar o seu envolvimento no Regicídio e a sua acção no 5 de Outubro de 1910, em que instaura um regime em Portugal de forma violenta sem nunca o ter referendado e nem permitindo que o seja). Só agora, passados 100 anos sobre a sua morte, se começam a editar alguns trabalhos que procuram dar alguma luz sobre aquele que foi um dos nossos melhores reis e o ambiente em que viveu. Falta, no entanto, reconhecer-lhe o devido tributo. Tentando não me alongar muito, vou aqui procurar dar um pouco desse reconhecimento merecido ao penúltimo rei de Portugal.

Normalmente o que nos ensina o establishment sobre este período? Reduz todo um reinado a dois factos apenas: a questão do Ultimato e do Regicídio, sempre apontando o dedo da culpa ao monarca. Por sua vez, dá muita importância a certos acontecimentos que, na altura, passaram despercebidos no país, nomeadamente a dita revolta republicana do Porto de 1891.

O que fica então por dizer? É certo que o início do reinado de D. Carlos ficou logo marcado pela questão do Ultimato que nos opôs à nossa histórica aliada. É certo que a Inglaterra representava, na altura, a maior potência colonial e militar do mundo. O governo e D. Carlos tomaram a única decisão possível dentro da conjuntura que se lhes apresentou.

É a partir desse episódio que realmente começa a grande obra de D. Carlos enquanto rei. O monarca soube inverter a situação e, através daquilo que hoje em dia se considera uma moderna e eficaz acção diplomática, conseguiu colocar Portugal na mesa dos principais países europeus. Para isso contribuiram essencialmente dois factores: as ligações familiares do rei com as principais casas reinantes da Europa e as visitas de Estado pelas quais foi responsável, ora visitando países estrangeiros ora recebendo em Portugal os chefes de Estado das principais nações europeias.

Esta obra de diplomacia fez com que o rei português fosse tido com grande estima no estrangeiro, ao mesmo tempo que, dentro de portas, a imprensa mais liberal o escolhia a ele (e não só) como alvo dos mais violentos ataques (muitos episódios que, a acontecerem hoje, terminariam na barra dos tribunais). Portugal passou a ser um país respeitado internacionalmente numa altura em que as grandes potências olhavam com cobiça para as nossas possessões africanas.

Também a nível artístico e científico os dotes do rei eram reconhecidos. Mais uma vez, com maior destaque fora de portas do que neste nosso cantinho à beira mar plantado. Também dentro do país D. Carlos fez várias visitas (um pouco ao estilo daquilo que muitos anos mais tarde Mário Soares irá fazer com as chamadas presidências abertas).

Politicamente Portugal encontrava-se, desde a segunda metade do século XIX num sistema rotativista, em que os interesses do país eram relegados para um segundo plano face aos interesses partidários e pessoais dos políticos. Era um regime em que a corrupção abundava. O papel constitucional do rei pouca margem de manobra lhe dava, mas o certo é que a situação estava de tal forma degradada que arrastava consigo todos os avanços que se iam conseguindo (muitos por obra tanto do rei como da raínha), hipotecando o futuro do país.

D. Carlos aproveita então uma dissidência num dos partidos para tentar mudar o status quo, apoiando João Franco, numa visão que iria pôr cobro ao cancro provocado pelo rotativismo. Muito se especula sobre esta temática. Sobre a questão da ditadura de Franco. Convém aqui referir uma coisa. Na altura, a ditatura (que foi por diversas vezes concedida) consistia em governar por decreto, sem as leis baixarem às Cortes (o correspondente actual da Assembleia da República) para aprovação. Era uma medida extrema para uma época caótica.

É um ponto que muitos apontam como negativo no reinado de D. Carlos. Aqui urge questionar sobre um ponto, entrando um pouco no mundo dos "ses". Se as medidas de Franco tivessem tido tempo para se colherem os respectivos frutos e não tivesse ocorrido o Regicídio que acabou por lhe pôr um fim antecipado, hoje em dia D. Carlos e o seu ministro seriam vistos como heróis reformadores de um sistema político já gasto. Como teria sido o futuro de Portugal? Não o sabemos, nunca o saberemos. Mas isso não nos devia impedir, enquanto país e povo civilizados (como gostamos de considerar que somos), republicanos ou monárquicos, de termos uma visão real daquela que foi a nossa História. E para essa visão temos que dar o respectivo valor a quem o merece, não continuando a passar ideias sob o filtro republicano. Há que libertar os espíritos e aceitar o nosso passado!

República ou Monarquia há que ser isento! Em 1908 um chefe de Estado português foi assassinado e tal deveria ser tido em conta na "celebração" da data e não ignorado como um facto menor pelo actual sistema. Mas essa é apenas e só a minha opinião!

Lisbon shame

Foi com estas palavras que parte da imprensa internacional se referiu aos acontecimentos de Lisboa de 1 de Fevereiro de 1908. Faz hoje 100 anos que ocorreu, no Terreiro do Paço (ou Praça do Comércio, como preferirem) o Regicídio. Um crime hediondo e nunca reivindicado, que chocou todo o mundo civilizado da altura, tanto na Europa como fora dela. Mais adiante farei uma resenha histórica sobre esta época tão mal estudada e compreendida da nossa História. Para já deixo aqui um vídeo que vale a pena ver.

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