quarta-feira, 30 de abril de 2008

O nosso amigo

Em conversa com um conhecido surgiu o seguinte de um texto que estava a ser traduzido:

«Afinal, parece que o pénis perfeito pode ser simplesmente um pénis que seja saudável e que faça feliz o dono, os seus amigos e aqueles que ele ama. E é isso que verdadeiramente interessa, a menos que pensemos que um pénis perfeito é aquele consegue fazer truques.»

Como não tinha mais nada que fazer pus-me a pensar nisto. Não cheguei a grandes conclusões.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O preço da Liberdade

Já lá vão 34 anos desde que um grupo de militares, em revolta face a uma questão de pagamentos se reuniu, dando origem a um movimento que, depois de politizado e partidarizado, acabou por desembocar naquilo que ficou conhecido como a Revolução dos Cravos, no ano de 1974 a 25 de Abril, que veio colocar o fim a um regime e instituir um outro em seu lugar.

Não venho aqui discorrer nem sobre política nem sobre as motivações do que realmente foi a Revolução de Abril de 74. Venho falar do "pós". Uma análise rápida e sintética do que transformou este país que dá pelo nome de Portugal.

De um Portugal "amordaçado" vieram-se retirar essas mordaças e daí surgiu o grito. O país gritou a alto e bom som, como se pode ver no primeiro primeiro de Maio após o 25 de Abril, ou seja, o 1 de Maio de 1974. Depois desse grito estrondoso, em que quase 50 anos de receios e medos eram libertados passou-se a uma espécie de 10 anos de marasmo no país. 10 anos em que houve uma luta pelo Poder no país.

Chegamos então a 1984/85 em que houve finalmente alguma acalmia. Houve uma melhoria económica graças não só ao trabalho do FMI em Portugal, mas principalmente graças à posterior entrada de Portugal na CEE, com os seus respectivos fundos.

De lá para cá as coisas são o que se tem visto. Entrou-se num rotativismo político que provoca os mesmos danos que provocou em finais do século XIX: um desgaste da vida política, dos políticos, dos partidos, das instituições e de tudo o que lhes esteja directa ou indirectamente ligado. A generalidade da população afasta-se do intervencionismo que caracterizou os tempos imediatos a Abril de 1974, em que as pessoas sentiam e notavam que verdadeiramente poderiam fazer a diferença. Hoje em dia acomodaram-se e numa conversa sobre política surge sempre a máxima "são todos iguais!".

A nível social houve também uma clara (des)evolução! As pessoas na euforia do seu grito descobriram que tinham direitos. Começaram a manifestar esse sentimento em cada ocasião que se lhes apresentava. Transmitiu-se às gerações mais novas o ideal desses direitos e da sua natural reivindicação. Passou-se do 8 ao 80. Esqueceu-se que, aliados aos direitos também vêm os deveres. Mas falar em deveres ou alertar para a sua existência foi considerado como sendo "salazarista", "fascistas" e outros "istas" que tais. Foi o erro. Ainda não se encontrou um meio termo. Pior que isso. Parece notar-se que ao poder político não importa que se alcance esse meio termo. Compensou-se essas falhas com alguma ilusória prosperidade material, em detrimento daqueles que seriam os verdadeiros valores de uma verdadeira democracia.

Não interessa ao Poder Político ter uma sociedade instruída e interventiva, livre da permeabilidade propagandística. Torna-se mais difícil governar assim. Mais difícil conseguir rápidas fortunas. No entanto eu penso que deveria ser bem mais apelativo governar um país que se preocupasse com o seu futuro, que soubesse intervir e cumprir as suas obrigações em prol do melhor futuro para esse país.

Muitas vezes parece-me que se governa não em prol de um ideal comum do país, mas antes em beneficio dos interesses político-partidários.

Temos a democracia que merecemos e que deixámos que construíssem à nossa volta. Resta saber se o preço desta tão aclamada liberdade realmente compensa ou se, na prática, não estamos a hipotecar o futuro ao criarmos um país de acomodados que na prática continuam a viver com medo?

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Amor e dedicação

Mandaram-me este vídeo por mail e não consegui resistir a postá-lo aqui, partilhando-o assim com quem o quiser ver. É uma verdadeira mestria do verbalizanço popular (tripeiro neste caso). Demonstra aquilo que é um verdadeiro amor, uma pronfunda dedicação de uma senhora (já adiantada na idade) para com um senhor (neste caso o senhor presidente Jorge Nuno Pinto da Costa). Afinal de contas o Porto é uma nação e este é o seu linguajar!


quinta-feira, 10 de abril de 2008

O que o céu nos dá


Li esta semana uma frase de que gostei. E gosto dessa frase em qualquer língua em que a sei dizer (e diga-se de passagem que ainda são algumas).

A frase era a seguinte:

«Se queremos ter o arco-íris, temos que suportar a chuva!»

É linda não é? É uma sentença de uma amplitude filosófico-ecuménica enorme! Toca-nos a todos, em qualquer fase da nossa vida e uma Slut que se preze também gosta de ter os seus momentos em que se liberta a filosofar (ao mesmo tempo que vai aromatizando a casa com alguns dos seus "pensamentos").

Muitas vezes nos esquecemos que uma má fase (por muito longa que seja) não dura sempre e que, a seguir, vem sempre uma fase melhor. Mas enquanto estamos envolvidos (ou absorvidos) por essa fase menos boa perdemos um pouco a capacidade de percepcionar o que há de bom, quase como se nos transformássemos numa qualquer espécie de ciclo vicioso de negativismo, que se auto-alimenta de nós próprios e da nossa energia.

É preciso ter a coragem para conseguir parar, olhar para cima e ver que a seguir à chuva vem o sol e que esse sol nos pode sempre brindar com um arco-íris que nos faça sorrir e apreciar a luz de tudo o que nos envolve.

E pronto... chega de filosofar por hoje!

domingo, 6 de abril de 2008

Desespero


Hoje deixo aqui um poema de como me sinto muitas vezes. Não é uma maneira mto Slutiriana de ver a vida, mas é real também!


«Aqueles que me têm muito amor

Não sabem o que sinto e o que sou...

Não sabem que passou , um dia a Dor,

À minha porta e, nesse dia, entrou.


E é desde então que eu sinto este pavor,

Este frio que anda em mim, e que gelou

O que de bom me deu Nosso Senhor!

Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!


Sinto os passos da Dor, essa cadência

Que é já tortura infinda, que é demência!

Que é já vontade doida de gritar!


E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,

A mesma angústia funda, sem remédio,

Andando atrás de mim, sem me largar!...»


Quem adivinhar o autor leva um prémio!

O grito

Há alturas em que só me apetece gritar. Literalmente. Apetece-me abrir a boca e libertar o som que nasce bem lá no fundo, bem dentro de mim e que traga cá para fora tudo o que me corrói por dentro e que nem sempre consigo verbalizar. Não sei se isso iria ajudar ou não, mas penso que feito isoladamente funcionaria como uma boa terapia. Claro que se o fizesse em público toda a gente me iria considerar uma pessoa doida.

Mas funcionaria como o pipo de uma panela de pressão. Deixar sair o vapor a mais. Gritar! Gritar não no sentido de falar cada vez mais alto como pode acontecer numa discussão. Lançar mesmo um berro, daqueles que sentimos crescer em nós e que tem que ser libertado.

Gritar desalmadamente até ficar sem voz. É isso o que por vezes me apetece fazer quando me sinto triste, desapontado, desiludido, zangado com este mundo e com as pessoas que o povoam.

Gritar não para me fazer ouvir mas antes para me libertar. Não tanto para me libertar dos outros, mas mais para me libertar de mim!


Há alturas em que só me apetece mesmo gritar!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Long-Term Relationship

Ontem vi um filme que me fez tremer e me trouxe as lágrimas aos olhos. É um filme simples, que relata uma história simples. Não sobressai por nada de especial. Não penso que tenha grandes interpretações mas também não são más de todo. Não tem nomes sonantes no elenco e, no entanto, mexeu comigo.

Se uma pessoa se abstrair de várias coisas e se deixar envolver na história, o filme consegue ser bastante cativante. Penso que esse seja também o dom das histórias simples.

O filme chama-se "Long-Term Relationship", que se pode traduzir livremente por "Uma relação de longo prazo". É um filme de 2006 e não sei se alguma vez este filme andou pelos ecrãs nacionais, mas penso que não.

É disso mesmo que fala. De relações. De como vão sendo construídas e de como podem surgir quando menos se espera e da forma que menos se espera. E não vou contar muito mais sobre este filme. Quem o quiser ver pode sempre encontra-lo no emule. Para aguçar apetites, deixo aqui "a traila"!